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Entenda como o aporte de R$ 78 milhões mudou a situação do Botafogo
Publicado 03/07/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 semanas
Publicado 03/07/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 semanas
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Foto: Divulgação
Entenda como o aporte de R$ 78 milhões mudou a situação do Botafogo
O aporte de R$ 78 milhões recebido pela SAF do Botafogo representa um movimento decisivo dentro do processo de reorganização financeira do clube.
O valor, que a GDA Luma injetou no clube, chega em um momento de pressão sobre o fluxo de caixa e tem como destino principal a quitação de pendências com o elenco profissional e a regularização do Regime Centralizado de Execuções (RCE), que vinha enfrentando atrasos.
Na prática, a chegada desse recurso permite ao clube reorganizar obrigações imediatas e reduzir o risco de agravamento da situação financeira no curto prazo, especialmente em relação a compromissos trabalhistas e ao sistema que centraliza suas dívidas judiciais.
Leia também: Botafogo quita salários do elenco e regulariza RCE após aporte de R$ 78 milhões
Com a chegada dos recursos, a diretoria realizou o pagamento dos direitos de imagem atrasados dos jogadores, que fazem parte da remuneração mensal do elenco. Além disso, o clube também quitou os depósitos de FGTS que estavam pendentes.
Outro ponto importante é que o clube separou parte do valor para o pagamento dos salários de junho, que vencem no dia 5 de julho. Dessa forma, o clube passou a organizar suas obrigações imediatas com base no aporte recebido.
Uma parcela significativa do montante também foi destinada ao RCE. O clube enfrentava atrasos nesse regime há cerca de dois meses e precisava regularizar os pagamentos para não perder os benefícios do programa.
O RCE, criado pela Lei das SAFs (Lei nº 14.193/2021), centraliza as dívidas do clube em um único sistema de pagamento e, dessa forma, organiza os credores em uma fila, além de evitar bloqueios judiciais isolados nas contas da SAF.
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Siga o Times | CNBCPara manter o regime ativo, o clube deve destinar mensalmente 20% de suas receitas ao pagamento dessas dívidas. Caso o Botafogo completasse três meses de inadimplência, poderia perder a proteção do RCE, o que abriria espaço para bloqueios de receitas como bilheteria, patrocínios e direitos de transmissão.
O aporte faz parte da movimentação da GDA Luma, que se aproximou do clube após uma operação de socorro financeiro em parceria com a Hutten Capital, incluindo um empréstimo de US$ 25 milhões no início do ano.
Posteriormente, a GDA Luma firmou um acordo vinculante para a compra da SAF do Botafogo por cerca de US$ 130 milhões (aproximadamente R$ 655 milhões).
Após o abatimento do empréstimo anterior, o valor líquido do aporte chega a cerca de US$ 105 milhões, além da assunção de passivos e perdão de dívidas internas.
Leia também: SAF do Botafogo vive impasse: saiba o que pode mudar com a saída de John Textor
O cenário do Botafogo também envolve a crise da Eagle Football, holding que controlava o clube. Com o agravamento da situação, o Botafogo Social e a SAF avançaram no acordo com a GDA Luma.
No entanto, o ex-CEO da SAF, John Textor, ainda questiona a legalidade da negociação. Ele afirma que a estrutura europeia da holding não concluiu a transferência original das ações e sustenta que teria valores a receber relacionados à operação.
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