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Bolsas da Europa fecham em queda com novas tarifas e tensão no Irã
Publicado 04/05/2026 • 14:57 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/05/2026 • 14:57 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Bolsa de valores
Pixabay
As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira (4), pressionadas pelo risco de escalada comercial entre Estados Unidos e União Europeia e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.
A ameaça de novas tarifas sobre automóveis elevou a aversão a risco nos mercados. Ao mesmo tempo, a alta do petróleo reforçou preocupações com inflação, em um dia também marcado por sinais de uma política monetária mais restritiva na zona do euro.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,06%, a 24.035,56 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 1,71%, a 7.976,12 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 1,59%, a 47.478,13 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 perdeu 2,59%, a 17.320,40 pontos. Já em Lisboa, o PSI 20 recuou 1,89%, a 9.168,05 pontos. As cotações são preliminares. A bolsa de Londres não operou por causa de um feriado bancário local.
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No radar macroeconômico, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu a 52,2 em abril, o maior nível em 47 meses, em sinal de resiliência da manufatura.
Apesar do dado positivo, dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) reforçaram uma postura mais cautelosa. François Villeroy de Galhau, da França, defendeu uma atuação “prudente, mas vigilante”. Já Peter Kazimir, da Eslováquia, afirmou que uma alta de juros em junho é “praticamente inevitável”.
Entre as ações, o setor automotivo caiu quase 2,3% após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar elevar tarifas a 25%.
A Continental recuou cerca de 0,5%, enquanto Mercedes-Benz e Volkswagen perderam mais de 3% e 2%, respectivamente. A BMW também caiu perto de 2,7%.
Para analistas da Bernstein, a União Europeia pode conter a ameaça tarifária americana ao acelerar um acordo industrial, em meio a críticas de que o bloco tem demorado a cumprir compromissos. A federação industrial alemã (BDI), por sua vez, alertou para o risco das medidas “punitivas” de Washington ao setor automotivo.
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No setor industrial, a Thyssenkrupp recuou cerca de 2,5% depois de suspender negociações com a indiana Jindal por uma fatia de sua unidade siderúrgica.
Na contramão do mercado, a Nokia subiu 7%. Na semana passada, a companhia anunciou um acordo para vender parte de seu negócio de banda larga sem fio à Inseego, em um movimento estratégico para concentrar esforços em infraestrutura de redes e inteligência artificial.
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