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Conexão Global: Planejamento patrimonial deve começar antes da urgência, diz head de Wealth Planning do Santander Luciana Bragança 

Publicado 25/09/2026 • 17:15 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Executiva afirma que adiar decisões é um dos principais erros de famílias na organização patrimonial e sucessória.
  • Planejamento deve considerar tributação, regimes de casamento, incapacidade e preparação dos herdeiros.
  • Luciana Bragança destaca que patrimônio e regras familiares precisam ser revistos periodicamente.

O planejamento patrimonial precisa começar antes de situações de urgência e ir além da definição de investimentos ou da divisão de bens entre herdeiros, afirmou Luciana Bragança, responsável pela área de planejamento patrimonial do Santander.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a executiva disse que mudanças regulatórias e estruturas familiares mais complexas ampliaram a necessidade de uma visão integrada sobre patrimônio.

De acordo com a executiva, esse planejamento pode envolver ativos financeiros, imóveis, participações societárias e negócios ligados ao agronegócio, além dos impactos tributários e das regras de sucessão.

“Eu diria que o primeiro [equívoco] é atrasar o momento de começar a ter esse tipo de ponderação, esse tipo de conversa”, afirmou.

Para ela, temas como morte, incapacidade ou transmissão do controle de empresas costumam envolver questões emocionais, o que pode levar famílias a postergar decisões importantes.

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“O primeiro equívoco que eu diria é deixar para depois. E, às vezes, o depois pode não comportar, numa ordem não natural da vida, as necessidades e os momentos importantes”, disse.

Planejamento vai além da sucessão

Luciana Bragança afirmou que uma estratégia patrimonial precisa considerar não apenas o que acontece após a morte do titular, mas também situações de incapacidade ao longo da vida.

Segundo ela, o aumento da expectativa de vida torna esse ponto especialmente relevante.

“A majoração do nosso tempo de alongamento de vida traz uma necessidade de pensar no planejamento patrimonial também com relação à hipótese de incapacidade”, afirmou.

Nesse cenário, famílias precisam definir previamente como bens e investimentos serão administrados caso uma pessoa fique temporária ou definitivamente impossibilitada de tomar decisões.

A executiva também chamou atenção para os efeitos de regimes de casamento, união estável e outras relações familiares sobre a organização patrimonial.

Outro ponto relevante é a tributação. Entre os impostos citados por Luciana está o ITCMD, incidente sobre doações e heranças.

Herdeiros precisam ser preparados

A preparação da próxima geração é outro pilar do planejamento patrimonial, segundo a executiva.

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Para a head, transferir patrimônio sem preparar quem assumirá sua gestão pode comprometer a continuidade de negócios e investimentos construídos ao longo de décadas.

“Um dos pilares de um planejamento patrimonial longevo e que faça sentido de maneira multigeracional é justamente você proporcionar às próximas gerações que vão algum dia tomar conta daquele patrimônio musculatura, ou seja, educação patrimonial e financeira”, afirmou.

Ela explicou que diferentes tipos de patrimônio exigem conhecimentos específicos sobre gestão, regulação e tomada de decisão.

Além da educação financeira, Luciana defendeu a criação de documentos e regras de governança familiar.

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Entre os exemplos estão testamentos com diretrizes previamente alinhadas e diretivas antecipadas de vontade, que podem estabelecer como o patrimônio deverá ser administrado em determinadas situações.

Planejamento precisa ser revisto

A executiva também alertou que decisões patrimoniais não devem ser tratadas como definitivas.

“Nunca deixar de revisar as decisões tomadas, porque a família muda, a regulamentação muda, as vontades familiares podem mudar ao longo do tempo e as necessidades familiares também”, afirmou.

Segundo Luciana, revisões periódicas são necessárias para adaptar a estratégia a alterações regulatórias, mudanças na composição familiar e novas prioridades dos titulares do patrimônio.

Famílias estão mais globais

Luciana Bragança afirmou ainda que a internacionalização das famílias brasileiras tornou o planejamento mais complexo.

Segundo ela, é cada vez mais comum haver integrantes vivendo em países diferentes, patrimônios distribuídos entre várias jurisdições e busca por diversificação de moedas.

Nesse contexto, uma instituição financeira internacional pode apoiar a análise de regras e impactos existentes em diferentes países.

“Atendemos famílias que têm diversas possibilidades de patrimônios ou membros familiares que foram morar em outros países e, de maneira holística e global, atendemos essas famílias de maneira internacional”, disse.

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