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Bitcoin segue forte mesmo com volatilidade? Especialista explica cenário do mercado cripto
Publicado 11/05/2026 • 10:04 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 11/05/2026 • 10:04 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Magnific
O mercado de criptomoedas segue em transformação e continua atraindo investidores, empresas e governos ao redor do mundo. Nos últimos anos, o avanço do Bitcoin e de outros ativos digitais aumentou o debate sobre o papel dessas moedas no sistema financeiro global.
Ao mesmo tempo, o crescimento da tecnologia blockchain, a entrada de grandes instituições financeiras e as discussões sobre regulamentação colocaram as criptomoedas no centro da economia digital. Com isso, investidores acompanham dúvidas sobre segurança, uso no dia a dia e o futuro desses ativos nos próximos anos.
Leia também: Bitcoin Pizza Day: o que é, como surgiu e por que a data é tão importante no mundo cripto
De acordo com a Coinbase, o Bitcoin surgiu em 2009, criado por uma pessoa ou grupo sob o nome de Satoshi Nakamoto. A proposta inicial era criar uma moeda digital descentralizada sem controle de bancos centrais ou governos. A criptomoeda funciona por meio da tecnologia blockchain, que registra todas as transações em uma rede distribuída.
Dessa forma, o sistema permite transferências digitais sem a necessidade de intermediários tradicionais, como bancos ou outras instituições financeiras.
O Bitcoin possui oferta limitada em 21 milhões de unidades. Esse limite é considerado por investidores um dos fatores que sustentam o valor da criptomoeda ao longo do tempo.
Além disso, o mercado de criptomoedas cresceu rapidamente nos últimos anos. Hoje existem milhares de ativos digitais, incluindo Ethereum, Solana e XRP. Assim como o Bitcoin, todos esses também sofrem variações do mercado.
Nos últimos anos, empresas, fundos de investimento e até governos passaram a incluir Bitcoin em estratégias financeiras. Além disso, produtos financeiros ligados a criptomoedas aumentaram o acesso de investidores tradicionais ao mercado digital.
Com isso, Juliana Sene Ikeda, especialista em direito digital e sócia do Campos Thomaz Advogados, explica mais sobre como o Bitcoin ainda é visto como uma reserva global.
De acordo com ela, “o Bitcoin vem amadurecendo como uma alternativa de reserva de valor, principalmente por ter oferta limitada e operar fora do sistema financeiro tradicional. A entrada de investidores institucionais, ETFs e empresas no mercado aumentou a credibilidade do ativo.”
Na visão da Juliana Sene, “ainda existe muita volatilidade, o que impede uma comparação direta com o ouro hoje, mas a tendência é de maior consolidação ao longo dos próximos anos, especialmente em cenários de inflação elevada, juros mais baixos e desconfiança fiscal global.
A regulamentação deve desempenhar um papel decisivo no futuro das criptomoedas. Países ao redor do mundo discutem regras para combater fraudes, lavagem de dinheiro e crimes financeiros aos ativos digitais.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com Juliana Sene: “A regulamentação tende a ter um efeito duplo. Quando se criam regras claras para operação, custódia e tributação, aumenta a segurança jurídica e atraí investidores institucionais.”
Mas a especialista adverte que “regulações excessivamente restritivas podem reduzir inovação e afastar empresas do setor. O mercado hoje já entende que a regulação não é mais uma ameaça existencial, mas uma etapa necessária para a maturidade da indústria.”
Atualmente, o uso das criptomoedas como investimento ainda supera a utilização em pagamentos do dia a dia. Grande parte dos investidores compra ativos digitais buscando valorização financeira no longo prazo.
Mesmo assim, empresas de tecnologia, fintechs e plataformas de pagamento ampliaram a aceitação de criptomoedas em diferentes mercados. Em alguns países, já é possível pagar produtos, serviços, viagens e até imóveis com moedas digitais.
Com isso, a dúvida quanto à substituição de métodos tradicionais pode gerar dúvidas entre os investidores. Na visão da especialista, “no curto prazo, as criptomoedas devem continuar mais fortes como ativos financeiros e reserva de valor do que como meio de pagamento cotidiano. A volatilidade do Bitcoin ainda dificulta seu uso no varejo.”
Ela ainda adiciona que “porém, stablecoins e soluções baseadas em blockchain têm potencial para ganhar espaço em pagamentos internacionais, remessas e transações digitais, principalmente em países com moedas mais frágeis ou sistemas bancários menos eficientes.”
Leia também: Bitcoin reage ao pânico e reforça tese de longo prazo mesmo com guerra e volatilidade, diz CFO da Tokeniza
Conflitos geopolíticos, como os atuais no Oriente Médio, costumam impactar mercados financeiros em todo o mundo. Em momentos de tensão, investidores frequentemente procuram ativos que podem ser considerados formas de proteção financeira.
Nesse cenário, parte do mercado vê o Bitcoin como uma alternativa de proteção em períodos de instabilidade global. Isso acontece porque a criptomoeda funciona fora do sistema bancário tradicional e não depende diretamente de governos específicos.
Entretanto, na visão de Juliana Sene, “em cenários de aversão forte ao risco, muitos investidores ainda migram prioritariamente para dólar e ouro. Ou seja, o Bitcoin pode ganhar relevância como ativo alternativo, mas ainda divide espaço com proteções mais tradicionais.”
De forma geral, o Bitcoin segue sendo um ativo constantemente procurado, já que não depende de diversos fatores em relação a outros ativos ou formas de pagamento. Entretanto, vale destacar que o mercado de criptomoedas pode ser uma verdadeira aposta aos investidores. Assim como aplicações tradicionais, o investimento cripto deve ser feito com base na movimentação do mercado.
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