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IR 2026: prazo de entrega termina neste mês; veja a data final

Publicado 05/05/2026 • 18:55 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Uma das dúvidas mais comuns envolve a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
  • Na declaração, o contribuinte precisa reunir dados sobre rendimentos, bens, despesas e investimentos.
  • Quem não entregar dentro do prazo fica sujeito a multa e cobrança de juros.
Cálculadora e notas de dinheiro

Foto: Freepik

IR 2026: prazo de entrega termina neste mês; veja a data final

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 já está em andamento e se aproxima do fim. A expectativa é que o envio, iniciado em 23 de março, seja encerrado no final do mês.

O período segue o padrão dos últimos anos e define o tempo disponível para que contribuintes em todo o país organizem documentos e prestem contas sobre os rendimentos de 2025.

Na declaração, o contribuinte precisa reunir dados sobre rendimentos, bens, despesas e investimentos. As informações dizem respeito ao ano-calendário de 2025 e devem ser apresentadas de forma detalhada.

Também entram na prestação de contas ganhos com aluguel, movimentações em bolsa, venda de bens e outras operações financeiras realizadas ao longo do período.

Prazo entra na reta final do Imposto de Renda

Com pouco mais de dois meses de duração, o cronograma foi estruturado para dar margem à coleta de informações financeiras. O prazo encerra em 29 de maio.

Agora, na reta final, cresce a atenção para evitar atrasos. Quem não entregar dentro do prazo fica sujeito a multa e cobrança de juros, além de possíveis pendências no cadastro fiscal.

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A recomendação é não deixar para os últimos dias. O volume de acessos costuma aumentar perto do encerramento, o que pode gerar instabilidades no sistema.

Quem está obrigado a declarar o Imposto de Renda

A obrigatoriedade segue critérios definidos anualmente. Entre os principais pontos estão rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano e receitas isentas superiores a R$ 200 mil.

Também devem declarar aqueles que tiveram ganho de capital, operaram na bolsa acima de R$ 40 mil ou possuíam bens acima de R$ 800 mil até o fim de 2025.

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Casos envolvendo atividade rural, investimentos no exterior e mudança de residência para o Brasil também entram na lista.

Faixa de isenção não muda neste ano

Uma das dúvidas mais comuns envolve a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Apesar da mudança já estar em vigor em 2026, ela não afeta a declaração atual.

Isso acontece porque o envio considera os rendimentos do ano anterior. Assim, os impactos da nova regra só devem aparecer na declaração que será entregue em 2027.

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As orientações completas sobre a declaração costumam ser divulgadas no próprio dia de abertura do prazo. Nessa etapa, são apresentados os critérios de obrigatoriedade, documentos exigidos e regras para deduções.

O acompanhamento dessas informações é essencial para evitar erros e garantir que a declaração seja feita corretamente.

O Imposto de Renda é um tributo anual e obrigatório. O descumprimento pode trazer consequências financeiras e administrativas. Com o prazo se encerrando neste mês, a orientação é revisar os dados com atenção e concluir o envio dentro do período estipulado.

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Como declarar o imposto de renda?

Em 2026, a expectativa da Receita Federal é de que cerca de 60% dos contribuintes utilizem a declaração pré-preenchida. Anteriormente, em 2025, 50% das pessoas escolheram essa modalidade de envio dos documentos. 

Nesse formato, o sistema apresenta automaticamente diversas informações do contribuinte, como: rendimentos, despesas dedutíveis, bens e direitos, e dívidas e ônus reais. Para acessar, é preciso ter uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro.

Outra possibilidade para o contribuinte é autorizar um contador ou outro responsável a acessar os dados por meio do site ou aplicativo Meu Imposto de Renda, sem necessidade de compartilhar a senha da conta Gov.br.

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Declaração pré-preenchida de 2026 terá novos dados

Ainda sobre a declaração pré-preenchida, a versão deste ano incluirá novas informações de forma automática. Entre elas:

  • dados sobre pagamentos realizados via DARF;
  • Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre renda variável, incluindo operações comuns e day trade;
  • informações do eSocial relacionadas a empregados domésticos;
  • melhorias na recuperação de dados de dependentes e núcleo familiar.

Nesse aspecto, vale reforçar que o sistema continua incorporando dados disponíveis em anos anteriores. A título de exemplo, considera-se: contribuições para previdência privada, atualização de contas bancárias e poupanças, fundos de investimento, aquisição de imóveis, doações realizadas e contas no exterior.

Mesmo assim, apesar do preenchimento automático, recomenda-se que os contribuintes revisem todas as informações antes do envio. Isso porque os dados são enviados por diversas fontes, como empresas e instituições financeiras. Logo, ainda é possível ocorrer inconsistências – o que pode levar o contribuinte para a malha fina.

Calendário de restituições

Por fim, pessoas com direito a reaver valores devem atentar-se ao calendário de restituição, que está dividido em 4 lotes. O primeiro lote será no dia 29 de maio, o segundo em 30 de junho, o terceiro em 31 de julho e o quarto em 28 de agosto. 

Junto a isso, há ainda públicos com prioridade na ordem de pagamentos do Imposto de Renda de 2026. Entre eles, estão

  1. pessoas com 80 anos ou mais; 
  2. pessoas com 60 anos ou mais, 
  3. deficientes ou portadores de doença grave,
  4. contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério; 
  5. quem utilizar declaração pré-preenchida e optar por receber via PIX; 
  6. quem utilizar pré-preenchida ou escolher o PIX;
  7. e então, os demais contribuintes.

Como evitar cair na malha fina

Ademais, para evitar a famosa “malha fina”, a recomendação da Receita Federal é recuperar a declaração do imposto de renda do ano anterior. Essa medida permite garantir que a lista de bens e direitos está devidamente atualizada, além de facilitar a checagem de outros dados. 

Outros motivos de retenção na malha fina incluem também diferenças entre valores declarados e informes de rendimentos fornecidos pelas empresas e instituições financeiras. Ou seja, vale organizar os documentos com antecedência, revisar as informações e evitar deixar o envio do Imposto de Renda para os últimos dias.

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