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A baixa temporada nunca foi tão disputada; veja o que explica o movimento dos viajantes

Publicado 08/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Empresas como American Airlines, United Airlines, Delta Air Lines e Alaska Airlines estão estendendo rotas.
  • Além disso, viajar fora do pico permite encontrar passagens e hospedagens mais acessíveis.
  • Para compensar parte desse impacto, as empresas apostam em rotas internacionais, que oferecem mais assentos premium e maior rentabilidade.
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Foto: Freepik

A baixa temporada nunca foi tão disputada; veja o que explica o movimento dos viajantessetor de turismo.

Viajar para o exterior fora da alta temporada deixou de ser uma alternativa para poucos e passou a ser uma tendência em 2026.

O aumento das ondas de calor na Europa, a busca por preços mais baixos, destinos menos lotados e a maior flexibilidade para viajar fizeram as companhias aéreas ampliarem a oferta de voos durante o outono, o inverno e os períodos de transição.

Empresas como American Airlines, United Airlines, Delta Air Lines e Alaska Airlines estão estendendo rotas que antes funcionavam apenas durante o verão europeu.

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A United iniciou em março a ligação entre Nova York e Edimburgo, enquanto a Delta manterá o voo entre Newark e Palermo até dezembro. Já a rota entre Minneapolis e Roma seguirá até janeiro.

A estratégia busca atender a uma demanda que passou a se espalhar ao longo do ano e reduzir a dependência dos meses tradicionais de férias, segundo a CNBC.

Calor e preços mudam o comportamento dos turistas

As ondas de calor registradas na Europa no final de junho aceleraram essa mudança. Cidades como Paris e Roma enfrentaram temperaturas recordes, enquanto destinos como Barcelona e Veneza continuaram convivendo com o excesso de turistas.

Além disso, viajar fora do pico permite encontrar passagens e hospedagens mais acessíveis. Um voo de ida e volta entre Estados Unidos e Atenas, por exemplo, custava US$ 988 em junho deste ano, aproximadamente R$ 5.110.

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O valor era superior aos US$ 810 (em média R$ 4.185), registrados no ano passado, mas bem abaixo dos US$ 1.350 (perto de R$ 6.980) cobrados dois meses antes.

Setor busca compensar alta dos custos

A mudança também interessa às companhias aéreas. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o aumento no preço do combustível deve reduzir em cerca de US$ 100 bilhões os lucros do setor em 2026.

Para compensar parte desse impacto, as empresas apostam em rotas internacionais, que oferecem mais assentos premium e maior rentabilidade. Em algumas ligações para a Europa, uma passagem de classe executiva pode chegar a US$ 10 mil.

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Sicília vira exemplo da temporada

A Sicília se tornou um dos principais exemplos desse novo perfil de viagens. A United estendeu até 16 de dezembro os voos entre Newark e Palermo, enquanto a Delta manterá a rota entre Nova York e Catânia até 3 de janeiro.

Mesmo com temperaturas mais baixas, próximas de 16°C em dezembro, a expectativa é de boa ocupação graças aos hotéis mais baratos, atrações menos cheias e ao interesse crescente por experiências culturais fora do verão.

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Embora janeiro e fevereiro ainda sejam considerados meses de menor movimento, as companhias avaliam que a baixa temporada está cada vez menor e que a procura por viagens internacionais passou a se distribuir ao longo de praticamente todo o ano.

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