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Com tensões no Oriente Médio, petróleo se recupera e volta a subir
Publicado 16/01/2026 • 18:44 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/01/2026 • 18:44 | Atualizado há 3 meses
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Pexels
Plataforma de petróleo
O petróleo fechou a sexta-feira (16) em alta, impulsionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por um movimento de recuperação após perdas recentes. O mercado reagiu a notícias envolvendo Estados Unidos e Irã, além de avaliar riscos de oferta no curto prazo, em um ambiente ainda marcado por cautela diante da perspectiva de excesso de produção global.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro fechou em alta de 0,42% (US$ 0,25), a US$ 59,44 o barril (aproximadamente R$ 319,19, na cotação atual). Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 0,58% (US$ 0,37), a US$ 64,13 o barril (R$ 344,38). Na semana, avançaram 0,54% e 1,25%, respectivamente.
A BOK Financial observa que o petróleo tenta manter uma estrutura técnica mais construtiva após oscilar em uma ampla faixa de preços na última semana.
Para a casa, a falta de avanços nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia e a expectativa de novas sanções contra o Irã oferecem algum suporte às cotações, mesmo com sinais de que os riscos geopolíticos mais agudos tenham arrefecido temporariamente.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que respeita o fato de que todas as execuções de manifestantes programadas para na quinta-feira (15) foram canceladas no Irã.
Enquanto isso, a Phillip Nova aponta que o sentimento segue sendo o principal motor do mercado, com manchetes ligadas a tensões no Irã e a riscos de oferta na Venezuela provocando reações rápidas, mas de curta duração. Segundo a corretora, sanções e notícias geopolíticas têm gerado volatilidade pontual, sem indicar, por ora, um aperto real nos fluxos físicos de petróleo.
Uma reportagem da E&E News/Politico ainda mencionou que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, vê o aumento da produção na Venezuela como fator de pressão baixista sobre os preços, reforçando a percepção de oferta mais folgada no médio prazo.
A Fitch Ratings avalia que o mercado global de petróleo deve seguir superofertado em 2026, limitando o prêmio de risco geopolítico mesmo diante de maior volatilidade. Segundo a agência, eventuais interrupções no Irã ou aumentos pontuais da produção venezuelana tendem a ser absorvidos pelo excesso de oferta, enquanto a estratégia futura da Opep+ entre volume e preço será decisiva para a dinâmica do mercado.
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