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Emirados Árabes aceleram oleoduto para reduzir dependência do Estreito de Ormuz
Publicado 21/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 meses
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Ormuz segue como ponto crítico apesar de novos oleodutos
Publicado 21/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Os Emirados Árabes Unidos já concluíram quase 50% de um segundo oleoduto que permitirá contornar o Estreito de Ormuz, afirmou nesta quarta-feira (20) o CEO da Abu Dhabi National Oil Co. (ADNOC).
“Neste momento, energia demais do mundo ainda passa por poucos gargalos”, afirmou Sultan Ahmed Al Jaber em entrevista ao Atlantic Council.
O novo oleoduto dobrará a capacidade de exportação da ADNOC por meio de Fujairah, porto localizado no Golfo de Omã logo após o Estreito de Ormuz.
Os Emirados aceleraram a construção do projeto devido à guerra com o Irã. A expectativa é que o oleoduto entre em operação em 2027.
O Irã bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início de março, interrompendo exportações de petróleo e gás dos Emirados e de outros produtores árabes do Golfo.
Leia também: Irã aumenta pressão sobre Trump com controle do Estreito de Ormuz
Os Emirados passaram a redirecionar parte das exportações de petróleo por um oleoduto já existente até Fujairah, que possui capacidade máxima de 1,8 milhão de barris por dia.
Segundo Al Jaber, o bloqueio de Ormuz provocou “a interrupção mais severa da oferta de energia da história”.
Mais de 1 bilhão de barris de petróleo deixaram de ser exportados devido ao fechamento do estreito, afirmou o executivo. Segundo ele, quase 100 milhões de barris adicionais deixam de ser exportados a cada semana em que Ormuz permanece bloqueado.
Al Jaber afirmou que serão necessários pelo menos quatro meses para elevar os fluxos de petróleo a 80% dos níveis normais, mesmo que o conflito termine imediatamente.
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Siga o Times | CNBCA normalização completa das exportações, segundo ele, só deve ocorrer entre o primeiro e o segundo trimestre de 2027.
Leia também: Estoques globais de petróleo podem atingir mínimas históricas se Estreito de Ormuz permanecer fechado
“Isso não é apenas um problema econômico”, afirmou Al Jaber. “Isso cria um precedente perigoso quando se aceita que um único país possa manter a principal hidrovia do mundo como refém”, acrescentou.
O Irã bloqueou Ormuz após os Estados Unidos e Israel lançarem uma grande ofensiva aérea contra o país em 28 de fevereiro.
Os ataques mataram importantes líderes iranianos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou à CNBC na sexta-feira que a importância do Estreito de Ormuz para o mercado global de energia deve diminuir após a guerra com o Irã, à medida que países do Golfo ampliem oleodutos alternativos.
Leia também: Tensão no Estreito de Ormuz gera paralelos com crises do petróleo dos anos 70
“Essa é uma carta que você só pode jogar uma vez”, disse Wright sobre o bloqueio iraniano. “Haverá outras rotas para a energia sair do Golfo Pérsico”, acrescentou.
“Veremos uma importância menor do Estreito de Ormuz, mas não uma redução da importância da produção e do fornecimento de energia desses países”, afirmou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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