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Conflito no Oriente Médio

Emirados Árabes aceleram oleoduto para reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Publicado 21/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • Novo oleoduto dos Emirados Árabes Unidos já está quase 50% concluído e permitirá ampliar exportações sem passar pelo Estreito de Ormuz.
  • Bloqueio iraniano ao estreito já provocou a maior interrupção de oferta de energia da história, segundo a ADNOC.
  • Projeto deve dobrar a capacidade de exportação pelo porto de Fujairah e entrar em operação em 2027.

Os Emirados Árabes Unidos já concluíram quase 50% de um segundo oleoduto que permitirá contornar o Estreito de Ormuz, afirmou nesta quarta-feira (20) o CEO da Abu Dhabi National Oil Co. (ADNOC).

Neste momento, energia demais do mundo ainda passa por poucos gargalos”, afirmou Sultan Ahmed Al Jaber em entrevista ao Atlantic Council.

O novo oleoduto dobrará a capacidade de exportação da ADNOC por meio de Fujairah, porto localizado no Golfo de Omã logo após o Estreito de Ormuz.

Os Emirados aceleraram a construção do projeto devido à guerra com o Irã. A expectativa é que o oleoduto entre em operação em 2027.

O Irã bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início de março, interrompendo exportações de petróleo e gás dos Emirados e de outros produtores árabes do Golfo.

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Os Emirados passaram a redirecionar parte das exportações de petróleo por um oleoduto já existente até Fujairah, que possui capacidade máxima de 1,8 milhão de barris por dia.

Impacto global no petróleo

Segundo Al Jaber, o bloqueio de Ormuz provocou “a interrupção mais severa da oferta de energia da história”.

Mais de 1 bilhão de barris de petróleo deixaram de ser exportados devido ao fechamento do estreito, afirmou o executivo. Segundo ele, quase 100 milhões de barris adicionais deixam de ser exportados a cada semana em que Ormuz permanece bloqueado.

Al Jaber afirmou que serão necessários pelo menos quatro meses para elevar os fluxos de petróleo a 80% dos níveis normais, mesmo que o conflito termine imediatamente.

A normalização completa das exportações, segundo ele, só deve ocorrer entre o primeiro e o segundo trimestre de 2027.

Leia também: Estoques globais de petróleo podem atingir mínimas históricas se Estreito de Ormuz permanecer fechado

Isso não é apenas um problema econômico”, afirmou Al Jaber. “Isso cria um precedente perigoso quando se aceita que um único país possa manter a principal hidrovia do mundo como refém”, acrescentou.

EUA veem perda de relevância de Ormuz

O Irã bloqueou Ormuz após os Estados Unidos e Israel lançarem uma grande ofensiva aérea contra o país em 28 de fevereiro.

Os ataques mataram importantes líderes iranianos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou à CNBC na sexta-feira que a importância do Estreito de Ormuz para o mercado global de energia deve diminuir após a guerra com o Irã, à medida que países do Golfo ampliem oleodutos alternativos.

Leia também: Tensão no Estreito de Ormuz gera paralelos com crises do petróleo dos anos 70

Essa é uma carta que você só pode jogar uma vez”, disse Wright sobre o bloqueio iraniano. “Haverá outras rotas para a energia sair do Golfo Pérsico”, acrescentou.

Veremos uma importância menor do Estreito de Ormuz, mas não uma redução da importância da produção e do fornecimento de energia desses países”, afirmou.

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