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O que é o Estreito de Ormuz e por que ele é tão estratégico para o petróleo mundial
Publicado 02/03/2026 • 16:49 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 02/03/2026 • 16:49 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Reuters
Os últimos dias no Oriente Médio foram marcados por tensões envolvendo os bombardeios dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A ofensiva dos dois países resultou nas mortes do Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, e outros governantes de alto escalão do país.
Entretanto, a guerra no Oriente Médio deve afetar países que sequer fazem parte do conflito, isso porque o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas utilizadas para entrega de produtos de alta demanda e de urgência entre os países, entre eles, o petróleo.
Leia também: Crise no Estreito de Ormuz: o que isso significa para o transporte marítimo global?
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita e de grande importância no sul do Oriente Médio, localizada entre Omã e o Irã, que liga o Golfo ao Mar Arábico. Apesar de sua extensão relativamente curta, com cerca de 33 quilômetros de largura, essa via é um corredor essencial para o transporte internacional de energia, especialmente petróleo e gás natural, segundo informações da Reuters.
Estrategicamente, o Estreito de Ormuz funciona como um “gargalo” nas rotas marítimas globais porque é praticamente a única rota possível para os países do Golfo exportarem sua produção energética para destinos na Ásia, Europa e outras regiões do mundo, ganhando grande importância no mercado de energia.

Uma das principais razões pelas quais o Estreito de Ormuz é considerado vital para o mercado de energia é a quantidade de petróleo que passa por ali diariamente. Segundo a U.S. Energy Information Administration, em 2024, o local registrou um fluxo diário de 20 bilhões de barris de petróleo, o que era equivalente a 20% do consumo global.
As principais nações exportadoras de energia no Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Iraque, utilizam esse corredor para enviar grande parte de sua produção para mercados consumidores, especialmente no continente asiático, onde países como China, Japão e Índia dependem fortemente desses fluxos energéticos.
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Siga o Times | CNBCApós o conflito atingir o ápice com os bombardeios americanos e israelitas ao território iraniano, o Estreito de Ormuz foi fechado por questões de segurança, segundo a estatal iraniana Tasnim. O bloqueio da rota era uma das maiores preocupações dos países que dependem dos materiais exportados.
De acordo com a Reuters, a Guarda Revolucionária do Irã tem emitido alerta às embarcações de que “nenhum navio tem permissão para passar pelo Estreito de Ormuz“. Apesar de nenhuma confirmação oficial do Irã, navios de outros países têm alertado sobre comunicados que confirmam o fechamento do local.
Além disso, o bloqueio do Estreito de Ormuz deve afetar diretamente o preço global do petróleo e de outros materiais considerados essenciais. No caso do Brasil, o país depende da exportação de fertilizantes usados principalmente no agronegócio.
Leia também: Aumento de seguros e bloqueio no Estreito de Ormuz eleva preços globais
Apesar da grande importância do Estreito de Ormuz, os recorrentes embates entre o Irã e países do exterior colocam em cheque o funcionamento da passagem e, consequentemente, problemas financeiros em diversos países do mundo.
A logística global enfrentaria enormes desafios para manter o fluxo de energia, levando a atrasos, aumento dos custos de transporte e, potencialmente, maiores tarifas de frete e seguros para navios que precisem optar por rotas mais longas ao redor da África ou Ásia.
Isso significa que, em caso de determinação do Irã para um maior tempo de bloqueio no Estreito de Ormuz, a logística global deve enfrentar desafios para manter o fluxo de energia, levando a atrasos, aumento dos custos de transporte e maiores tarifas de frete para navios que precisem optar por rotas mais longas.
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