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Conflito no Oriente Médio

Estreito de Ormuz no centro: Emirados aceleram plano para proteger exportações de petróleo

Publicado 18/05/2026 • 10:56 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às interrupções no fluxo global de energia, os Emirados Árabes Unidos estão acelerando decisões estratégicas.
  • Abu Dhabi intensifica a construção de um segundo oleoduto Oeste-Leste que liga os campos produtores até o terminal de Fujairah, no Golfo de Omã.
  • Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi (Adcop), que liga Habshan a Fujairah, funciona como a principal alternativa ao transporte via Estreito de Ormuz.
Emirados Árabes Unidos pretendem manter fluxo de petróleo mesmo com a guerra; entenda plano

Foto: Pexels

Os preços do petróleo caíram, enquanto Trump tentava convencer o mercado de que um acordo com Teerã estava a poucos dias de distância.

Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às interrupções no fluxo global de energia, os Emirados Árabes Unidos estão acelerando decisões estratégicas para proteger suas exportações de petróleo.

Além disso, o país busca reduzir sua dependência de rotas marítimas vulneráveis, especialmente no Estreito de Ormuz, uma das passagens mais sensíveis do comércio energético mundial.

Leia também: Tensão no Estreito de Ormuz gera paralelos com crises do petróleo dos anos 70

Novo oleoduto muda a estratégia de petróleo dos Emirados

Nesse cenário, Abu Dhabi intensifica a construção de um segundo oleoduto Oeste-Leste que liga os campos produtores até o terminal de Fujairah, no Golfo de Omã.

A iniciativa surge como resposta direta às limitações impostas pela instabilidade regional e, ao mesmo tempo, como uma forma de garantir maior autonomia logística.

O projeto tem previsão de entrar em operação em 2027 e deve dobrar a capacidade de exportação da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC). Na prática, isso significa mais flexibilidade para escoar a produção mesmo em períodos de bloqueio ou risco elevado no Estreito de Ormuz.

Além disso, o oleoduto reforça uma estratégia de longo prazo dos Emirados: manter o fluxo de petróleo mesmo sob pressão geopolítica constante.

Pressão geopolítica acelera decisões energéticas

O avanço do projeto ocorre em um momento de forte tensão no fornecimento global de energia. O fluxo pelo Estreito de Ormuz segue limitado e ataques recorrentes à infraestrutura energética e à navegação aumentam a preocupação com a segurança das exportações.

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Diante disso, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, defendeu a aceleração da entrega do projeto durante reunião do comitê executivo da ADNOC.

Segundo ele, a companhia está preparada para ampliar sua produção de forma responsável sempre que as condições de exportação permitirem.

Produção de petróleo, OPEP e reposicionamento estratégico

Antes da guerra, os Emirados Árabes Unidos produziam pouco mais de 3 milhões de barris por dia. No entanto, com o agravamento do conflito, a produção caiu para uma faixa entre 1,8 e 2,1 milhões de barris diários. Apesar disso, o país mantém a meta de alcançar 4,9 milhões de barris por dia no futuro.

Além disso, os Emirados anunciaram recentemente a saída do grupo de produtores OPEP, movimento que reforça sua estratégia de maior autonomia na política energética global.

Leia também: Petróleo dispara e brent volta a se aproximar de US$ 110 com tensão entre EUA e Irã

Infraestrutura atual e limites operacionais

Hoje, o Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi (Adcop), que liga Habshan a Fujairah, funciona como a principal alternativa ao transporte via Estreito de Ormuz. Ele suporta até 1,8 milhão de barris por dia, mas já opera próximo do limite diante das restrições atuais.

Por isso, o novo projeto surge como peça central para garantir a continuidade das exportações de petróleo e reduzir riscos em meio à instabilidade regional.

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