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Petróleo dispara com escalada entre EUA e Irã e amplia prêmio de risco no mercado
Publicado 13/07/2026 • 17:14 | Atualizado há 3 horas
Publicado 13/07/2026 • 17:14 | Atualizado há 3 horas
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Os preços do petróleo fecharam em forte alta nesta segunda-feira (13), refletindo o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e a crescente preocupação dos investidores com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte da commodity. A valorização ganhou força no fim do pregão após novos ataques do Iêmen contra a Arábia Saudita, elevando os temores sobre a oferta mundial.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para agosto avançou 9,42%, alta de US$ 6,73 (R$ 34,46), e encerrou o dia cotado a US$ 78,14 (R$ 400,08) por barril, após atingir a máxima de US$ 78,45 (R$ 401,66), maior nível desde 17 de junho. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 9,59%, ou US$ 7,29 (R$ 37,32), fechando a US$ 83,30 (R$ 426,50) por barril.
O movimento foi impulsionado pela deterioração do cenário geopolítico. Durante o dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende retomar o bloqueio marítimo ao Irã e cobrar uma taxa equivalente a 20% sobre as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz, sob o argumento de financiar a segurança da hidrovia. Em resposta, Teerã voltou a rejeitar qualquer tentativa de controle americano sobre a passagem e ameaçou reagir militarmente caso a navegação seja afetada.
Na avaliação de Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, o foco do mercado deixou de ser apenas a possibilidade de fechamento do estreito e passou a considerar quem exercerá o controle efetivo da região.
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Siga o Times | CNBCSegundo o economista, enquanto não houver garantias concretas de livre circulação das embarcações, os preços do petróleo deverão continuar incorporando um prêmio adicional relacionado ao risco geopolítico.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (13), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou suas projeções para a demanda global. A entidade reduziu em 200 mil barris por dia a estimativa de crescimento para 2026, que passou para 800 mil barris diários, mas elevou em igual volume a previsão para 2027, agora estimada em 1,9 milhão de barris por dia.
Também nesta segunda-feira, o ministro do Petróleo do Irã, Mohsen Paknejad, afirmou que Teerã e Moscou estão perto de concluir um acordo para o comércio de gás natural, restando apenas duas cláusulas pendentes de negociação.
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