Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Guerra com o Irã abre espaço para China; entenda como o país transforma o confronto em vantagem
Publicado 23/04/2026 • 15:00 | Atualizado há 3 meses
Preço do cacau cai 34% em um ano e mercado se pergunta por que os chocolates seguem tão caros
Irã e Ucrânia trocam acusações sobre ataque no Mar Cáspio e tensão no Oriente Médio cresce
Geração X chega perto da aposentadoria com menos proteção que os boomers
Gigantes da logística aceleram investimentos para atender boom da saúde impulsionado pelos medicamentos GLP-1
Buffett é favorável ao imposto sobre heranças – mas, como praticamente todos os bilionários, não deverá pagá-lo
Publicado 23/04/2026 • 15:00 | Atualizado há 3 meses
Foto: Pexels
Empresas chinesas de 15 setores estratégicos receberam apoio estatal muito superior ao de concorrentes internacionais entre 2005 e 2024.
A guerra no Irã tem criado um cenário no qual a China consegue reforçar sua posição internacional de forma indireta, especialmente no campo diplomático.
Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, Pequim tem se mantido distante de envolvimento militar direto.
Ao mesmo tempo, fortalece sua imagem de potência voltada à estabilidade e à previsibilidade nas relações internacionais.
Leia também: Irã diz que vai romper bloqueio naval dos EUA à força se necessário
Segundo a Al Jazeera, a China tem utilizado o conflito para consolidar uma narrativa internacional baseada em não intervenção e defesa de soluções políticas.
Essa postura contribui para diferenciar o país de potências ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, que historicamente adotam uma atuação mais direta em crises na região.
Ao evitar uma participação militar ou envolvimento mais agressivo, Pequim reforça sua imagem como um ator que prioriza o diálogo e a negociação.
Isso amplia sua influência diplomática em fóruns internacionais e aumenta sua capacidade de articulação política no Oriente Médio, mesmo sem presença militar no conflito.
“A China está ganhando não com movimentos drásticos, mas sim esperando, observando e aproveitando as oportunidades à medida que surgem, e deixando que os americanos lidem com a situação”, disse Gedaliah Afterman, chefe do programa de política Ásia-Israel do Instituto Abba Eban para Diplomacia e Relações Exteriores.
Outro ponto destacado pela reportagem é a manutenção das relações entre China e Irã, especialmente no setor energético.
Mesmo em um contexto de instabilidade, o país preserva laços comerciais relevantes e evita rupturas que possam comprometer sua segurança energética e seus interesses de longo prazo.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAlém disso, a China mantém relações simultâneas com diferentes países da região, incluindo rivais históricos.
Pequim ganhou espaço como uma voz mais moderada ao adotar sua política de “não intervenção” e manter diálogo com diferentes lados do conflito envolvendo o Irã.
Nesse contexto, a China mantém forte relação econômica com Teerã: é o principal parceiro comercial do país e chega a adquirir até 90% de seu petróleo, segundo a Comissão Econômica e de Segurança EUA-China. Em 2021, os dois governos também firmaram um acordo de parceria estratégica de longo prazo, com duração de 25 anos.
Ao mesmo tempo, também fortaleceu relações com países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de seguir próxima de Estados Unidos e Israel. “A China mantém boas relações com os EUA, Israel, Irã e os estados árabes do Golfo. Todos esses países são nossos amigos, mesmo que sejam inimigos”, disse Ma Xiaolin, reitor do Instituto da Orla do Mediterrâneo da Universidade de Estudos Internacionais de Zhejiang.
Esse posicionamento permite que o país atue de forma pragmática e flexível, sem depender de um único bloco político ou de alianças fixas, o que amplia seu espaço de negociação em um cenário altamente volátil.
Leia também: Mudança de Trump sobre cessar-fogo levanta suspeitas e reforça “imprevisibilidade estratégica”, diz Trevisan
Dessa forma, a análise indica que o principal benefício para a China não está em ganhos imediatos ou materiais diretos, mas sim no fortalecimento gradual de sua influência global.
O conflito abre espaço para que Pequim se consolide como uma alternativa diplomática em relação às potências tradicionais, especialmente em momentos de instabilidade prolongada. Esse movimento também contribui para o avanço da estratégia chinesa de longo prazo.
A China busca ampliar sua presença internacional por meio de relações econômicas estáveis, atuação diplomática constante e uma postura de baixo envolvimento militar em conflitos externos.
Assim, a guerra no Irã acaba funcionando como um ambiente no qual a China reforça sua projeção internacional.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Claude Opus 5, novo modelo de IA da Anthropic, rivaliza com o Fable 5 e é mais barato
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Xiaomi estreia no Brasil com headphone over-ear de bateria de 72 horas e cancelamento de ruído
4
EXCLUSIVO: Alívio, decepção e esperança; o sentimento das vítimas da Naskar após a prisão dos sócios que deram golpe de R$ 900 milhões
5
Rioprevidência tem nova vitória judicial contra o Master e Justiça determina medidas para auxiliar recuperação de valores