Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Entenda por que petróleo ainda pode voltar a subir mesmo com avanço de negociações entre EUA e Irã
Publicado 27/05/2026 • 14:13 | Atualizado há 13 minutos
Semicondutores, aéreas e varejo: veja as ações que lideram em Wall Street nesta quarta (27)
Amazon começa a vender sua tecnologia de I.A. para e-commerce a outros varejistas
Chairman destituído da BP rebate acusações e fala em ‘narrativa falsa’
American Airlines escolhe Starlink, da SpaceX, para Wi-Fi a bordo em mais de 500 aeronaves
Ameaça do Irã de controlar o Estreito de Ormuz abala os mercados de petróleo: ‘As pessoas estão com medo’
Publicado 27/05/2026 • 14:13 | Atualizado há 13 minutos
KEY POINTS
A forte queda do petróleo após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã ainda não elimina os riscos de novas altas da commodity e de impactos prolongados sobre inflação, energia e cadeias globais de abastecimento, afirmou o especialista em investimentos e mercado financeiro da Armada Asset, Juliano Lara Fernandes.
Em entrevista nesta quarta-feira (27) ao Fast Money, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele apontou que o mercado financeiro continua subestimando a complexidade do conflito no Oriente Médio e o risco de prolongamento das tensões na região.
Juliano destacou que o comportamento recente do petróleo já se repetiu diversas vezes ao longo dos últimos meses. “A gente viu essas quedas de 4% ou 5% para o petróleo voltar logo depois para US$ 100 (R$ 506) ou até US$ 110 (R$ 556,60)”, ressaltou.
O especialista afirmou que as negociações entre Estados Unidos e Irã ainda enfrentam obstáculos relevantes, mesmo após sinais de avanço diplomático.
Segundo Juliano, há informações de que o Irã continua posicionando minas no Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o escoamento global de petróleo.
Ele observou que o conflito também já ultrapassa os dois países centrais e envolve milícias e grupos armados em outras regiões do Oriente Médio. “Mesmo que um processo de paz seja atingido nos países principais, a gente ainda tem uma situação local extremamente complexa”, explicou.
Leia também: Ameaça do Irã de controlar o Estreito de Ormuz abala os mercados de petróleo: ‘As pessoas estão com medo’
Na avaliação dele, o cenário atual não justifica uma queda tão rápida dos preços do petróleo.
Juliano afirmou que o mercado também estaria ignorando problemas estruturais relacionados às reservas estratégicas globais de petróleo. Segundo ele, aproximadamente 1 bilhão de barris deixaram de ser alocados ao longo dos últimos três meses, enquanto diversos países operam próximos dos níveis mínimos de reservas.
O especialista destacou que parte da contenção recente dos preços ocorreu por meio do uso das reservas estratégicas de petróleo (SPRs). “As reservas chegaram praticamente no fundo do poço em termos de capacidade”, frisou.
Ele explicou que a reposição desses estoques deve manter a demanda elevada nos próximos meses, pressionando os preços futuros da commodity. “A gente acredita que vamos ter um recrudescimento desses preços futuros não só no curto prazo, mas também num horizonte de seis a 12 meses”, apontou.
Juliano também avaliou que os impactos do conflito sobre combustíveis, fertilizantes, gás natural e outras commodities devem manter a inflação global pressionada por um período mais longo.
Segundo ele, os efeitos já começam a aparecer nas projeções econômicas internacionais e podem persistir até além do primeiro trimestre de 2027. “A gente está comprando talvez uma inflação de 12 a 18 meses pelo menos”, destacou.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleO especialista explicou que o petróleo elevado tende a contaminar diferentes cadeias produtivas, ampliando custos industriais e pressionando preços em diversos setores da economia.
Juliano ressaltou ainda que os próprios Estados Unidos enfrentam pressões inflacionárias adicionais em função da expansão monetária e do aumento dos gastos provocados pela guerra.
Segundo ele, a dificuldade do Federal Reserve (Fed) em reduzir juros também contribui para manter o ambiente econômico mais pressionado. “Os Estados Unidos estão tendo também um problema fiscal pressionado pela guerra”, observou.
Leia também: FMI: expectativas de inflação bem ancoradas devem ajudar América Latina no choque de petróleo
Na avaliação do especialista, a inflação americana acaba sendo exportada para outras economias, incluindo o Brasil, que já enfrenta fragilidade fiscal interna.
Ele destacou que o mercado brasileiro já começou a revisar suas expectativas inflacionárias. “O Focus já começa a projetar uma inflação mais alta no Brasil”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Quanto custa o jato mais rápido do mundo apresentado em SP?
2
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai e reduzem custos em até 40%
3
Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi
4
Ministério Público investiga ligações entre a Equatorial e o escândalo do Banco Master na privatização da Sabesp
5
Da recuperação judicial à Bolsa de Valores de Nova York: a virada da Azul em menos de um ano