CNBC

CNBCO TikTok chega ao primeiro acordo estadual sobre alegações de segurança envolvendo adolescentes e concorda com limites de uso

Mundo

Opep perde força? Veja quem ganha e quem perde com a saída dos Emirados Árabes no petróleo

Publicado 30/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep marca um novo capítulo no mercado global de energia.
  • A saída do país acontece durante um momento de instabilidade geopolítica com a guerra no Oriente Médio.
  • A saída dos Emirados Árabes também reflete uma busca por maior liberdade na política de produção de petróleo.
Emirados Árabes

Foto: Reprodução

Opep perde força? Veja quem ganha e quem perde com a saída dos Emirados Árabes no petróleo

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) marca um novo capítulo no mercado global de energia. A saída do país acontece durante um momento de instabilidade geopolítica com a guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã.

Apesar de não estar ligado diretamente aos conflitos, as questões envolvendo o abastecimento e preço do petróleo, com aumento constante devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, também são um dos fatores que podem ter levado à decisão dos Emirados Árabes.

Leia também: Balanços impulsionam Adidas e bancos, mas bolsas europeias caem com saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep

Mais autonomia para os Emirados

A saída dos Emirados Árabes também reflete, acima de tudo, uma busca por maior liberdade na política de produção de petróleo. Dentro da Opep, os países seguem cotas que limitam quanto cada membro pode produzir.

Ao deixar o grupo, os Emirados passam a ter mais controle sobre sua própria estratégia comercial. Isso permite ajustar a produção de acordo com a demanda e seus interesses econômicos, sem a necessidade de seguir decisões coletivas. De acordo com o portal Al Jazeera, o país possui o poder de produção de 4,8 milhões de barris de petróleo por dia.

Além disso, a decisão de saída da Opep segue um padrão já observado por outras nações. Países como Catar, Angola e Equador também deixaram ou suspenderam suas participações nos últimos anos, na maioria dos casos, por divergências internas.

O que é a Opep?

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi criada em 1960 com o objetivo de controlar os preços do petróleo e dar mais estabilidade ao mercado global. Hoje, o grupo reúne 12 países produtores, com a Arábia Saudita atuando como principal liderança.

Entre os membros estão Argélia, República do Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Venezuela e os Emirados Árabes Unidos, que anunciou a saída. Juntos, esses países definem cotas de produção e ajustam a oferta de petróleo conforme o cenário econômico e geopolítico.

Poder de produção

Na prática, a Opep pode aumentar ou reduzir a produção em momentos de crise para tentar equilibrar preços. Recentemente, por exemplo, o grupo anunciou um aumento de 206 mil barris por dia na produção para maio. Ainda assim, o impacto tende a ser limitado, já que o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo no mundo, segue fechado.

Além disso, a instabilidade na região já afetou a oferta global. Em meados de março, países do Golfo Pérsico interromperam cerca de 10 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 10% da produção mundial, o que reforça o peso da região no mercado de energia, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC
Opep perde força? Veja quem ganha e quem perde com a saída dos Emirados Árabes no petróleo
Foto: EIA

Perda de coesão da Opep

Desta forma, a saída dos Emirados Árabes enfraquece a coesão da Opep, já que o grupo enfrenta dificuldades para alinhar interesses entre seus membros, especialmente em momentos de crise, como os atuais.

Vale destacar que, historicamente, nem todos os países cumprem as cotas estabelecidas, o que reduz o poder de decisão dos países participantes. Além disso, com a saída dos Emirados, a produção da OPEP cairia para pouco mais de 20%.

Maior incerteza no mercado global

Ao mesmo tempo, o cenário internacional ganha ainda mais pressão. A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã impacta diretamente o preço do petróleo e a infraestrutura energética.

Além disso, países do Golfo já reduziram a produção em cerca de 10 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 10% da oferta global. Esse contexto aumenta a volatilidade e dificulta previsões.

Vale lembrar que, após mais de 2 meses de conflitos no Oriente Médio, o preço base do barril de petróleo se estabilizou acima dos US$ 100, valor que pode ser considerado acima dos padrões normais. Apesar da tentativa de um cessar-fogo temporário, as frequentes ações militares do Irã na via marítima mantêm a escalada dos preços.

Leia também: Saída dos Emirados Árabes da OPEP eleva incerteza no petróleo e abre espaço para o Brasil ampliar protagonismo no pré-sal

Possíveis mudanças entre os demais produtores

Enquanto a Opep perde espaço, depois da saída dos Emirados, outros produtores ganham relevância. Nos últimos anos, o aumento da produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos ampliou a oferta global e reduziu o poder do cartel.

Diante desse cenário, a Opep passou a atuar em conjunto com outros países, como a Rússia, formando a chamada Opep+. O objetivo é coordenar cortes ou aumentos na produção para tentar estabilizar o mercado.

Desta forma, as constantes mudanças na Opep também forçam os países a tomarem decisões que minimizem o impacto da redução da produção. É importante destacar que o Irã, que também faz parte do grupo, atacou os Emirados Árabes nos conflitos recentes, o que pode ter influência na saída do país.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

Xbox encarece consoles em mais de US$ 100; veja o que muda no Brasil Conheça os 3 destinos de luxo que estão na mira dos milionários Qual cargo teve alta de US$ 810 mil no salário desde 2021 Aposentadoria milionária: Kevin O’Leary indica regra para investir Chris Evans vende mansão em Hollywood Hills por US$ 5,4 milhões Brasil surpreende e entra no top 10 dos países que mais avançaram em educação Anthropic exige US$ 25 milhões iniciais em investimento Quem é o dono do Bilibili, o “YouTube chinês” que chegou ao Brasil