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Reajuste do querosene de aviação causa impacto no setor aéreo
Publicado 06/05/2026 • 16:20 | Atualizado há 6 dias
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Publicado 06/05/2026 • 16:20 | Atualizado há 6 dias
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Petrobras reajusta em 18% o querosene de aviação e impacto chega ao setor aéreo
O preço do querosene de aviação (QAV) sofreu um novo aumento no Brasil na última sexta-feira (1º). O anúncio do reajuste médio de 18%, que representa cerca de R$ 1 por litro em relação ao valor do mês anterior, tem peso significativo na estrutura de custos do setor aéreo, segundo a Agência Brasil, e ocorre em um momento de pressão no mercado internacional de petróleo, influenciado por tensões geopolíticas recentes.
Esse cenário elevou o preço do barril e, consequentemente, impactou diretamente a cadeia global de energia, refletindo também no mercado brasileiro.
Leia também: Petrobras aumenta querosene de aviação a partir desta sexta-feira (1)
O querosene de aviação representa quase metade dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil. Por isso, qualquer variação no preço do combustível tende a afetar diretamente o setor. O impacto pode ser sentido no valor das passagens e na operação das empresas.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), antes do reajuste mais recente, o combustível já correspondia a cerca de 45% dos custos totais das companhias. Isso reforça a sensibilidade do setor às oscilações do petróleo no mercado internacional.
A estatal informou que ajusta mensalmente o preço do QAV com base em uma fórmula de precificação que existe há mais de 20 anos. O modelo busca acompanhar as variações do mercado internacional, ao mesmo tempo em que atua para reduzir impactos mais bruscos no mercado interno.
Segundo a Agência Brasil, essa metodologia ajuda a manter certo equilíbrio entre os preços praticados no Brasil e no exterior, ainda que os reajustes locais possam ocorrer de forma menos intensa do que em outros mercados.
Para tentar amenizar os efeitos da alta dos combustíveis na aviação, o governo federal zerou temporariamente as alíquotas do PIS e da Cofins sobre o QAV. A medida vale até o fim de maio.
Além disso, foram anunciadas ações complementares, como o adiamento de tarifas de navegação aérea e a disponibilização de R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas por meio de instituições federais.
Leia também: Querosene de aviação dispara 100% após reajustes da Petrobras e ameaça setor aéreo, alerta Abear
Mesmo com as medidas de apoio, o setor aéreo continua enfrentando desafios devido ao alto custo do combustível.
Como o QAV é um dos principais componentes de despesa das companhias, novas variações no petróleo internacional podem manter a pressão sobre o setor e sobre a Petrobras nos próximos meses.
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