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Serra Verde já tem contrato de 15 anos: o que isso garante para os EUA
Publicado 25/04/2026 • 07:00 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 25/04/2026 • 07:00 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/ SVPM
Serra Verde já tem contrato de 15 anos: o que isso garante para os EUA
A corrida por minerais estratégicos tem levado grandes economias a buscar novas fontes de fornecimento fora dos mercados tradicionais. O avanço na busca por terras raras amplia a importância desses recursos para países que contam com essas reservas, como o Brasil, que recentemente negociou a mineradora Serra Verde.
Neste cenário, o acordo bilionário envolvendo a mineradora chama a atenção não apenas pelo alto valor, mas também pela rapidez em fechar negócio em meio à necessidade desses materiais para manter a cadeia de produção tecnológica.
Leia também: Terras raras: entenda por que o mundo quer reduzir a dependência da China
Nesta semana, a USA Rare Earth anunciou um plano para adquirir a Serra Verde, em uma operação que gira em torno de US$ 2,8 bilhões (aproximadamente R$ 13,9 bilhões na cotação atual). O movimento americano faz parte de uma estratégia para fortalecer a cadeia de suprimentos dos Estados Unidos em minerais essenciais.
Vale lembrar que as terras raras são compostas por 17 componentes que são amplamente utilizados na fabricação tecnológica, como carros elétricos, dispositivos móveis e eletrodomésticos.
A empresa brasileira localizada em Goiás é uma das poucas mineradoras fora da China, referência no mercado, com alta capacidade de produção de terras raras, o que amplia o valor e a importância dentro do cenário internacional.
A companhia, sediada em Oklahoma, vai desembolsar US$ 300 milhões em dinheiro e US$ 126,9 milhões em ações recém-emitidas. A conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre de 2026, condicionada ao cumprimento de etapas finais e aprovações regulatórias.
Além da importância dos valores, o negócio entre a empresa americana e brasileira também garante o fornecimento de elementos de grande importância por um longo período.
A relevância global da Serra Verde é reforçada por um contrato de fornecimento de 15 anos firmado com um veículo de propósito específico formado por entidades ligadas ao governo dos EUA e capital privado. O acordo garante a destinação de 100% da produção de quatro elementos magnéticos:
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Siga o Times | CNBCComo citado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, esses materiais encontrados em solo brasileiro são essenciais para a fabricação de ímãs permanentes de alta performance, usados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.
Leia também: Por que terras raras são estratégicas para carros elétricos e defesa militar
Além do fornecimento dos elementos citados, a estratégia americana também busca minimizar a dependência dos chineses no mercado. Vale lembrar que o país asiático é o maior dono de terras raras do mundo e referência na fabricação tecnológica.
A China responde por quase 70% da produção global de terras raras nas minas e por cerca de 90% do refino desses minerais, incluindo insumos vindos de outras nações.
Dessa forma, ao assegurar um contrato de longo prazo com a Serra Verde, os Estados Unidos avançam na diversificação de fornecedores e fortalecem sua segurança industrial em setores considerados essenciais para o futuro da economia.
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