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O que esperar do anúncio do novo tarifaço dos EUA contra produtos brasileiros?
Publicado 15/07/2026 • 06:54 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/07/2026 • 06:54 | Atualizado há 1 hora
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O governo dos Estados Unidos deve anunciar, nesta quarta-feira (15), o resultado final das negociações que podem criar sobretaxas de até 37,5% para a entrada de produtos brasileiros no mercado norte-americano.
A investigação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) terminou no começo de junho, quando foram anunciadas duas sobretaxas: de 25% e de 12,5%.
O governo brasileiro e o mercado já dão como certa a adoção das novas tarifas aos produtos, mas a forma de implantação e, principalmente, o prazo para as taxas entrarem em vigor são dois pontos que ainda estão em aberto.
Leia também: Às vésperas de decidir sobre tarifaço, EUA podem ampliar exceções à sobretaxa de 25% contra o Brasil
Representantes do governo, no entanto, entendem que esse não deve ser o caminho tomado pelos norte-americanos, já que um recuo neste momento fragilizaria a imagem do país e das políticas tarifárias apontadas por Trump desde o início de seu segundo governo.
“Uma ampliação das exceções seria quase tão valiosa quanto um acordo completo, porque foi assim na primeira rodada, quando itens como aviões, celulose e suco de laranja ficaram de fora da lista, o que reduziu muito o dano efetivo”, ponderou André Matos, CEO da MA7 Negócios.
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Siga o Times | CNBCO mercado e os governos já se preparam para uma nova função das guerras tarifárias. Anteriormente, esse tipo de mecanismo era visto como protecionista e pragmático, focado somente na eficiência econômica.
Com as mudanças geopolíticas e a entrada de assuntos como soberania tecnológica, política industrial e segurança nacional no centro do debate, essas políticas terão importância cada vez mais estratégica para os países, e diferentes temas serão abordados.
“A investigação conduzida pelo USTR ultrapassa questões tradicionais de acesso a mercados ou equilíbrio comercial. Ela incorpora temas como comércio digital, propriedade intelectual, sistemas de pagamento, minerais críticos, política ambiental e segurança das cadeias de suprimentos. Ou seja, o objeto da discussão não é apenas o fluxo comercial entre dois países, mas o posicionamento estratégico dos Estados Unidos em uma economia internacional cada vez mais marcada pela competição tecnológica e geopolítica”, explicou Wilson Mendonça, professor de economia na SKEMA Business School.
“O que se observa é o avanço de um protecionismo estratégico, no qual barreiras comerciais deixam de ter como único objetivo proteger empresas nacionais e passam a organizar cadeias produtivas consideradas essenciais para a segurança econômica dos países”, concluiu.
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