Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Golfo e EUA ampliam pressão sobre financiamento do Hezbollah; entenda
Publicado 01/07/2026 • 15:00 | Atualizado há 4 meses
Trump nega ordem da Casa Branca para restringir Starlink na Ucrânia
iPhone Duo testa poder da Apple como símbolo de status
Katie Zacharia deixa cargo de secretária de imprensa de Trump na Casa Branca, dizem relatos
NBA endurece regras com apostas e desenvolve IA para sinalizar suspeitas
Fundo soberano de US$ 2 trilhões da Noruega pode voltar a investir em grandes empresas de defesa
Publicado 01/07/2026 • 15:00 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Wikimedia Commons
Os países do Golfo anunciaram novas sanções contra cinco empresas e 16 pessoas ligadas ao Hezbollah, em uma ação coordenada com os Estados Unidos por meio do Centro de Combate ao Financiamento do Terrorismo (TFTC, na sigla em inglês).
A medida, adotada por Bahrein, Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, busca interromper redes de financiamento do grupo e limitar seu acesso ao sistema financeiro internacional.
Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, as sanções têm como objetivo “desmantelar a capacidade do Hezbollah de explorar o sistema financeiro internacional”.
Leia também: Cinco empresas e 16 pessoas ligadas ao Hezbollah sofrem sanções impostas pelos Países do Golfo
Entre os alvos está a Al Qard al Hasán (AQAH), que, de acordo com as autoridades americanas, opera como uma organização de fachada para movimentar recursos destinados ao grupo.
As sanções também atingem a Al Jubara, responsável pela contabilidade da AQAH, e a Beit al Mal, descrita pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como o “tesouro não oficial” do Hezbollah.
Além delas, as empresas Tashilat Sarl e Auditors for Accounting and Auditing também entraram na lista por, segundo as autoridades americanas, prestarem serviços financeiros à organização.
A lista inclui ainda 16 pessoas, entre elas dirigentes da AQAH e Ibrahim Ali Daher, apontado como chefe da unidade financeira do Hezbollah.
Segundo a AlJazeera, o Hezbollah, que significa “Partido de Deus” em árabe, surgiu em 1982 com apoio do Irã para combater a ocupação israelense no sul do Líbano.
Desde então, o grupo se consolidou como uma das principais forças políticas e militares do país, reunindo apoio principalmente entre a comunidade muçulmana xiita.
Além de manter uma ala armada, o Hezbollah participa da política libanesa, com representantes no Parlamento e ministros no governo.
Essa influência levou a organização a ser frequentemente descrita como “um Estado dentro do Estado”. O grupo também afirma possuir um arsenal de foguetes capazes de atingir diferentes regiões de Israel.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Israel diz ter atacado centros de comando do Hezbollah em resposta a violações do cessar-fogo
Embora compartilhe com o Hamas o objetivo de combater Israel, as duas organizações são distintas. O Hezbollah é um grupo libanês, enquanto o Hamas é um movimento palestino criado na Faixa de Gaza.
Os Estados Unidos e a Arábia Saudita classificam o Hezbollah como organização terrorista. Já a União Europeia aplica essa classificação apenas ao braço militar do grupo.
Criado em 2017, o Centro de Combate ao Financiamento do Terrorismo reúne Estados Unidos , Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
O organismo coordena ações para identificar redes de financiamento do terrorismo, compartilhar informações de inteligência, promover sanções conjuntas e fortalecer a cooperação entre os países-membros.
Nesse contexto, as novas sanções representam mais um esforço conjunto para enfraquecer a estrutura financeira do Hezbollah. Ao mesmo tempo, a medida busca dificultar a movimentação de recursos considerados essenciais para as atividades da organização.
Leia também: Hezbollah ameaça conflito interno no Líbano e rejeita acordo de paz firmado com Israel
As novas sanções fazem parte da estratégia adotada pelos países do Golfo e pelos Estados Unidos para enfraquecer as fontes de financiamento do Hezbollah.
Ao atingir empresas, dirigentes e estruturas ligadas à movimentação de recursos do Hezbollah, os integrantes do TFTC buscam dificultar as operações financeiras do grupo. Além disso, a iniciativa fortalece a cooperação internacional no combate ao financiamento do terrorismo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula 49% em disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Palver
2
Grupo Globo demite executivo após vazamento de conversas com Daniel Vorcaro; vice-presidente da holding assumirá interinamente
3
‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
4
Em depoimento, Vorcaro nega fraude de R$ 12 bilhões e defesa anuncia contestação sobre negócio entre Master e BRB
5
Briga entre herdeiros da Mitre tem novas acusações de extorsão, invasão de casa e desvio de patrimônio