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Golfo e EUA ampliam pressão sobre financiamento do Hezbollah; entenda
Publicado 01/07/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/07/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Wikimedia Commons
Entenda as novas sanções que miram a estrutura financeira do Hezbollah
Os países do Golfo anunciaram novas sanções contra cinco empresas e 16 pessoas ligadas ao Hezbollah, em uma ação coordenada com os Estados Unidos por meio do Centro de Combate ao Financiamento do Terrorismo (TFTC, na sigla em inglês).
A medida, adotada por Bahrein, Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, busca interromper redes de financiamento do grupo e limitar seu acesso ao sistema financeiro internacional.
Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, as sanções têm como objetivo “desmantelar a capacidade do Hezbollah de explorar o sistema financeiro internacional”.
Leia também: Cinco empresas e 16 pessoas ligadas ao Hezbollah sofrem sanções impostas pelos Países do Golfo
Entre os alvos está a Al Qard al Hasán (AQAH), que, de acordo com as autoridades americanas, opera como uma organização de fachada para movimentar recursos destinados ao grupo.
As sanções também atingem a Al Jubara, responsável pela contabilidade da AQAH, e a Beit al Mal, descrita pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como o “tesouro não oficial” do Hezbollah.
Além delas, as empresas Tashilat Sarl e Auditors for Accounting and Auditing também entraram na lista por, segundo as autoridades americanas, prestarem serviços financeiros à organização.
A lista inclui ainda 16 pessoas, entre elas dirigentes da AQAH e Ibrahim Ali Daher, apontado como chefe da unidade financeira do Hezbollah.
Segundo a AlJazeera, o Hezbollah, que significa “Partido de Deus” em árabe, surgiu em 1982 com apoio do Irã para combater a ocupação israelense no sul do Líbano.
Desde então, o grupo se consolidou como uma das principais forças políticas e militares do país, reunindo apoio principalmente entre a comunidade muçulmana xiita.
Além de manter uma ala armada, o Hezbollah participa da política libanesa, com representantes no Parlamento e ministros no governo.
Essa influência levou a organização a ser frequentemente descrita como “um Estado dentro do Estado”. O grupo também afirma possuir um arsenal de foguetes capazes de atingir diferentes regiões de Israel.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Israel diz ter atacado centros de comando do Hezbollah em resposta a violações do cessar-fogo
Embora compartilhe com o Hamas o objetivo de combater Israel, as duas organizações são distintas. O Hezbollah é um grupo libanês, enquanto o Hamas é um movimento palestino criado na Faixa de Gaza.
Os Estados Unidos e a Arábia Saudita classificam o Hezbollah como organização terrorista. Já a União Europeia aplica essa classificação apenas ao braço militar do grupo.
Criado em 2017, o Centro de Combate ao Financiamento do Terrorismo reúne Estados Unidos , Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
O organismo coordena ações para identificar redes de financiamento do terrorismo, compartilhar informações de inteligência, promover sanções conjuntas e fortalecer a cooperação entre os países-membros.
Nesse contexto, as novas sanções representam mais um esforço conjunto para enfraquecer a estrutura financeira do Hezbollah. Ao mesmo tempo, a medida busca dificultar a movimentação de recursos considerados essenciais para as atividades da organização.
Leia também: Hezbollah ameaça conflito interno no Líbano e rejeita acordo de paz firmado com Israel
As novas sanções fazem parte da estratégia adotada pelos países do Golfo e pelos Estados Unidos para enfraquecer as fontes de financiamento do Hezbollah.
Ao atingir empresas, dirigentes e estruturas ligadas à movimentação de recursos do Hezbollah, os integrantes do TFTC buscam dificultar as operações financeiras do grupo. Além disso, a iniciativa fortalece a cooperação internacional no combate ao financiamento do terrorismo.
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