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Midterms: o que acontece com a Bolsa dos EUA depois das eleições de meio de mandato?
Publicado 07/11/2026 • 08:30 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 07/11/2026 • 08:30 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, costumam aumentar a incerteza entre investidores. Entretanto, o histórico do mercado acionário mostra que o período seguinte à votação tem sido positivo para as ações americanas.
Desde 1950, o índice S&P 500 registrou valorização nos 12 meses posteriores a todas as eleições de meio de mandato, com ganho médio de aproximadamente 15%.
O levantamento é da J.P. Morgan Asset Management. A análise considera os ciclos eleitorais desde 1950 e aponta que, apesar das oscilações provocadas pela disputa política, a Bolsa costuma recuperar o foco nos indicadores econômicos e nos resultados das empresas depois da votação.
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Além do desempenho acumulado em 12 meses, o quarto trimestre dos anos de eleições de meio de mandato também apresenta um histórico favorável. Nesse período, o S&P 500 registrou retorno médio de 6,6%, segundo os dados da gestora.
A explicação passa, em parte, pela redução das incertezas políticas. Antes da votação, investidores acompanham possíveis mudanças na composição do Congresso e seus efeitos sobre impostos, gastos públicos e regulamentações.
Depois da eleição, o cenário político fica mais definido. Com isso, o mercado tende a voltar a avaliar fatores como crescimento econômico, lucros corporativos e decisões de política monetária.
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Siga o Times | CNBCA J.P. Morgan aponta cinco fatores que podem influenciar o desempenho das ações nos próximos meses. Entre eles estão a expectativa de crescimento dos lucros das empresas, a resiliência da economia norte-americana e os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.
A gestora também considera a atuação do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, e o nível de confiança dos consumidores. Esses elementos podem afetar o ritmo da atividade econômica, os custos de financiamento e as perspectivas para os resultados corporativos.
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Apesar do padrão observado desde 1950, a J.P. Morgan ressalta que o desempenho passado não determina o comportamento futuro da Bolsa. Cada ciclo eleitoral ocorre em condições econômicas diferentes, o que pode alterar a reação dos investidores.
Por isso, as eleições não devem ser analisadas isoladamente. Juros, inflação, crescimento econômico e resultados das empresas continuam entre os fatores que influenciam os preços das ações.
O histórico indica uma tendência positiva após as midterms, mas não representa uma garantia de valorização. O comportamento do mercado dependerá também das condições econômicas e financeiras que prevalecerem depois da votação.
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