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Mundo ficou US$ 40 trilhões mais rico em 2025, mostra relatório da McKinsey
Publicado 27/07/2026 • 09:19 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 27/07/2026 • 09:19 | Atualizado há 3 meses
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Foto: Canva
Mundo ficou US$ 40 trilhões mais rico em 2025, mostra relatório da McKinsey
O patrimônio das famílias em todo o mundo aumentou em US$ 40 trilhões ao longo de 2025, segundo o relatório Global Balance Sheet 2026, divulgado pelo McKinsey Global Institute.
O levantamento mostra que a riqueza líquida global das famílias alcançou US$ 570 trilhões, impulsionada principalmente pela valorização dos mercados financeiros, especialmente das ações de empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial.
De acordo com a Fortune, boa parte desse crescimento ocorreu apenas no valor dos ativos e não refletiu uma expansão equivalente da economia real.
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De acordo com a McKinsey, o avanço registrado em 2025 elevou a riqueza das famílias em 7,3% na comparação anual, acima da média de crescimento observada desde o início dos anos 2000.
Ao mesmo tempo, o balanço patrimonial global, que reúne ativos financeiros e reais, atingiu quase US$ 1,8 quatrilhão, o maior valor já registrado pelo instituto. Em pouco mais de duas décadas, esse patrimônio mais do que quadruplicou em termos nominais.
Apesar do crescimento expressivo, o relatório aponta que a expansão dos ativos ocorreu em ritmo superior ao da economia mundial, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade desse movimento no longo prazo.
O estudo destaca que apenas uma pequena parcela da nova riqueza foi criada por meio de investimentos produtivos. Segundo a análise, cerca de 20% do crescimento do patrimônio das famílias teve origem na formação real de capital. Já a maior parte foi resultado da valorização dos ativos financeiros.
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As ações responderam por 57% da riqueza criada em 2025, enquanto os imóveis contribuíram com apenas 15%. O resultado representa uma mudança importante em relação ao período entre 2000 e 2024, quando o mercado imobiliário era o principal responsável pelo aumento da riqueza global.
A McKinsey identifica os Estados Unidos como o principal motor desse avanço. O valor das ações americanas alcançou um patamar equivalente a 2,4 vezes o patrimônio líquido das empresas, quase o dobro da média histórica.
O relatório também mostra que pouco mais da metade do crescimento do valor de mercado do índice S&P 500 entre 2021 e 2025 foi concentrada nas chamadas “Magnificent Seven”, grupo formado pelas maiores empresas de tecnologia com forte atuação em inteligência artificial.
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Com isso, os Estados Unidos passaram a representar quase metade do valor das ações corporativas entre as principais economias do mundo, reforçando a influência do mercado americano sobre a riqueza global.
Enquanto os Estados Unidos ampliaram seu patrimônio por meio da valorização das bolsas, a China apresentou um cenário distinto.
Segundo o levantamento, o crescimento do balanço patrimonial chinês ocorreu principalmente com o aumento do endividamento corporativo. A dívida das empresas chegou ao equivalente a 80% dos ativos reais e alcançou cerca de 1,7 vez o Produto Interno Bruto do país.
Ao mesmo tempo, a desaceleração do mercado imobiliário reduziu a riqueza das famílias chinesas, evidenciando uma dinâmica diferente da observada nas economias desenvolvidas.
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Na avaliação da McKinsey, o crescimento acelerado dos patrimônios pode indicar um desalinhamento entre o valor dos ativos e o desempenho da economia.
O instituto aponta três caminhos possíveis para reduzir esse desequilíbrio. Um deles seria o aumento da produtividade, permitindo que a atividade econômica acompanhe a valorização dos ativos.
Outra possibilidade é uma inflação mais elevada. O terceiro cenário envolve correções nos preços dos mercados financeiros e imobiliários.
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Os pesquisadores também consideram a hipótese de os ativos permanecerem valorizados por um período prolongado, mesmo com baixo crescimento econômico, adiando eventuais ajustes para os próximos anos. Segundo o relatório, todas essas possibilidades continuam em aberto para as principais economias do mundo.
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