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Lucro de petrolíferas dispara para US$ 93 bilhões durante guerra entre EUA e Irã

Publicado 05/08/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • As maiores petrolíferas do mundo encerraram o segundo trimestre de 2026 com um salto nos lucros em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
  • Com isso, o avanço do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos impulsionou os preços internacionais do petróleo.
  • Ao mesmo tempo, o resultado reacendeu críticas de organizações ambientais e especialistas.
Petrolífera

Foto: Unsplash

Ações de empresas de transporte marítimo disparam com a crise em Ormuz, mas analistas alertam para riscos de uma reversão rápida do rali.

As maiores petrolíferas do mundo encerraram o segundo trimestre de 2026 com um salto nos lucros em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Com isso, o avanço do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos impulsionou os preços internacionais do petróleo e levou oito gigantes do setor a acumularem mais de US$ 93 bilhões em ganhos no período.

Ao mesmo tempo, o resultado reacendeu críticas de organizações ambientais e especialistas, que apontam um contraste entre os lucros recordes das empresas e os impactos econômicos.

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Guerra impulsiona os valores

Levantamento publicado pelo The Guardian mostra que Saudi Aramco, BP, Shell, Equinor, TotalEnergies, Eni, Chevron e ExxonMobil praticamente dobraram os lucros em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a publicação, as oito empresas registraram ganhos superiores a US$ 93 bilhões (R$ 474 bilhões) entre abril e junho de 2026, o equivalente a mais de US$ 700 mil por minuto. Além disso, a valorização do petróleo durante o conflito elevou também o valor de mercado das companhias, que ultrapassou US$ 3 trilhões no período (R$ 15,3 trilhões).

Saudi Aramco lidera os resultados

A Saudi Aramco respondeu pelo maior lucro entre as petrolíferas analisadas. A estatal saudita registrou mais de US$ 33 bilhões (R$ 168,5 bilhões) em lucro líquido no trimestre, avanço de 34%, mesmo após ataques contra parte de sua infraestrutura durante o conflito.

Nos Estados Unidos, Chevron e ExxonMobil também divulgaram resultados recordes. A Chevron informou lucro de US$ 12,2 bilhões (R$ 62,3 bilhões), enquanto a ExxonMobil alcançou US$ 14,5 bilhões (R$ 74 bilhões), o maior resultado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Já a BP reportou lucro de US$ 5,73 bilhões (R$ 29,2 bilhões), mais que o dobro do registrado no trimestre anterior. A Shell anunciou US$ 9,84 bilhões (R$ 50,2 bilhões) em lucro líquido, enquanto a Equinor elevou seus ganhos para US$ 3,2 bilhões (R$ 16,3 bilhões).

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Crise climática

Apesar de reportar lucros consideráveis, os resultados fortaleceram críticas de entidades ambientais, que acusam o setor de ampliar ganhos enquanto eventos climáticos provocam perdas econômicas e milhares de mortes ao redor do planeta.

Segundo estudos científicos citados pelo The Guardian, as emissões das maiores empresas de combustíveis fósseis aumentam a frequência e a intensidade das ondas de calor. O período também registrou temperaturas recordes na Europa, Ásia e África, além de incêndios florestais, secas e enchentes em diferentes regiões.

Representantes de organizações ambientais afirmam que parte desses lucros deveria financiar medidas de adaptação climática, investimentos em energia renovável e projetos de redução das emissões de carbono.

Lucro de petrolíferas dispara para US$ 93 bilhões durante guerra e alta do petróleo
Foto: The Guardian

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Alta do petróleo

O avanço das cotações do barril durante a guerra criou um ambiente favorável para as grandes produtoras de petróleo, que aproveitaram a elevação dos preços para ampliar receitas e margens de lucro.

Apesar do crescimento financeiro, especialistas avaliam que o cenário reforça o debate sobre o papel das petrolíferas na transição energética e sobre a necessidade de equilibrar segurança energética, estabilidade econômica e redução das emissões responsáveis pelo aquecimento global.

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