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Potências europeias condenam ataques de Israel ao Catar, que diz não ter sido avisado pelos EUA
Publicado 09/09/2025 • 19:08 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/09/2025 • 19:08 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Atta Kenare/AFP
Países como Reino Unido, França e Alemanha condenaram nesta terça-feira (9) os bombardeios de Israel a Doha, que tinham como alvo líderes políticos do Hamas. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou os ataques como “inaceitáveis, seja qual for o motivo”.
Macron fez a declaração no X (antigo Twitter), acrescentando que “a guerra não pode se espalhar pela região”.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também afirmou que o ataque violou a soberania do Catar e trouxe o risco de “mais escalada” em uma região já instável.
“Condeno os ataques de Israel a Doha. A prioridade deve ser um cessar-fogo imediato, a libertação dos reféns e um aumento urgente da ajuda humanitária para Gaza”, escreveu Starmer no X.
Os ataques de Israel a Doha foram os primeiros desse tipo na capital do Catar. Segundo o Hamas, os bombardeios mataram seis pessoas, incluindo o filho de seu principal negociador e um agente de segurança do Catar, mas os líderes do grupo escaparam com vida.
Em resposta às críticas da França e do Reino Unido, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou os críticos de esquecerem o ataque mortal do Hamas a Israel em outubro de 2023.
“Grande parte do mundo, incluindo muitos países democráticos, ou pelo menos seus governos, vergonhosamente esqueceram o dia 7 de outubro”, disse Netanyahu em um evento na embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, também classificou os ataques israelenses como “inaceitáveis”.
“O ataque de Israel a Doha não só viola a soberania territorial do Catar, mas também coloca em risco todos os nossos esforços para libertar os reféns”, afirmou Wadephul em nota oficial.
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Wadephul acrescentou que “a escalada atual é resultado do ataque terrorista repulsivo do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023”. O Hamas é classificado como organização terrorista por países como Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Canadá e Israel.
Em Bruxelas, o porta-voz da Comissão Europeia, Anouar El Anouni, declarou: “O bombardeio realizado hoje por Israel contra líderes do Hamas em Doha viola o direito internacional e a integridade territorial do Catar, além de aumentar o risco de uma nova escalada de violência na região”.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou no X que “a Itália apoia todos os esforços para acabar com a guerra em Gaza”.
O governo do Catar negou ter recebido qualquer aviso prévio dos Estados Unidos sobre ataques de Israel a Doha, afirmando que só foi notificado depois que a ofensiva já havia começado.
“As informações que circulam dizendo que o Catar foi avisado com antecedência sobre o ataque são falsas. A ligação de um representante americano só chegou quando as explosões do ataque israelense em Doha já podiam ser ouvidas”, publicou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari, no X.
A Casa Branca disse que o presidente Donald Trump pediu que seu enviado avisasse o Catar sobre um ataque que estava prestes a ser feito por Israel. Depois dos bombardeios, Trump conversou com os líderes dos dois países.
“O presidente Trump imediatamente ordenou ao enviado especial Steve Witkoff que informasse os cataris sobre o ataque que estava por vir, e ele cumpriu essa orientação”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a jornalistas durante uma coletiva.
O ataque israelense em Doha gerou uma série de reações diplomáticas na região e no cenário internacional. A resposta do governo catarense destaca a tensão existente entre as partes envolvidas, sobretudo no que diz respeito à comunicação prévia e aos protocolos de segurança adotados em situações de conflito.
Analistas políticos apontam que a falta de aviso prévio pode agravar as relações entre Catar, Estados Unidos e Israel, complicando ainda mais a já delicada situação no Oriente Médio. O episódio reforça a necessidade de maior transparência e diálogo entre os países para evitar escaladas violentas e preservar a segurança civil.
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