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Semana global: tensões comerciais ofuscam resultados e G20 segue para o Sul
Publicado 13/07/2025 • 07:48 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 13/07/2025 • 07:48 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Pixabay
Foto de uma placa em Wall Street
A temporada de divulgação de resultados sempre parece chegar com uma frequência alarmante. As redações encaram cada trimestre com nervosismo, mas, neste verão, elas se sentem especialmente intensificadas.
Os recentes recordes de mercado nos EUA e na Europa, somados a um ambiente econômico imprevisível, pintam um cenário complicado para o segundo semestre.
Tudo começa na terça-feira (15), com os gigantes do setor bancário americano, à medida que os holofotes se voltam da Casa Branca para Wall Street. Mas as políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, continuam a ter grande influência. O Goldman Sachs prevê que, neste trimestre, os resultados das empresas americanas já comecem a refletir os impactos das tarifas.
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Economistas do banco de investimentos observam “mensagens conflitantes quanto às margens de lucro”, uma vez que as empresas anunciaram apenas aumentos modestos nos preços, apesar da elevação de custos associada às tarifas mais altas.
O crescimento do lucro por ação também deve ser pressionado. O Goldman aponta que “a estimativa consensual entre os analistas prevê uma desaceleração no crescimento do lucro por ação das empresas do S&P 500 para 4% neste trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado — ante os 12% registrados no primeiro trimestre”.
Com os bancos dominando a próxima semana — JPMorgan, Citi, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America divulgarão seus resultados em apenas dois dias — talvez a Europa traga algum alívio.
Como informou Jenni Reid, da CNBC, os bancos europeus registraram o melhor primeiro semestre desde 1997. Os ganhos foram impulsionados pelos fortes resultados das áreas de banco de investimento, algo que os concorrentes americanos também devem aproveitar, além de altas nas bolsas, impulsionadas tanto por especulações quanto por fusões e aquisições concretas.
Como alguém que cresceu na Cidade do Cabo, ver as reuniões do G20 deste ano acontecerem na África do Sul desperta em mim saudades do sol do hemisfério Sul.
O encontro da próxima semana em Durban, entre ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais, acontece em um momento delicado para o país.
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Siga o Times | CNBCUma reunião no Salão Oval, em maio, entre o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e Trump, teve um desfecho desastroso. Na ocasião, Trump, acompanhado de seu então braço direito sul-africano, Elon Musk, fez falsas alegações sobre um “genocídio branco”.
As tensões parecem não ter diminuído.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, decidiu não comparecer ao encontro e, segundo a Reuters, seguirá para o Japão. A África do Sul também foi alvo de uma nova tarifa de 30% — sendo o único país da África Subsaariana a ser incluído na mais recente rodada de medidas.
O cenário não é animador para a reunião de líderes do G20, marcada para os dias 22 e 23 de novembro, na província de Gauteng. Ainda não se sabe se Trump participará.
Em maio, nem os grandes nomes do golfe sul-africano — que viajaram com Ramaphosa à Casa Branca — conseguiram conquistar o presidente. Mas talvez o apelo de alguns dos melhores campos de golfe do mundo, combinado ao verão sul-africano, possa suavizar o humor de Trump em relação ao país mais adiante neste ano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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