Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Alckmin: governo quer ampliar setores brasileiros isentos de tarifas dos EUA
Publicado 09/08/2025 • 15:58 | Atualizado há 11 meses
Ações futuras caem após os EUA iniciarem mais uma rodada de ataques contra o Irã
Waymo iniciará viagens sem motorista em mais quatro mercados dos EUA à medida que acelera expansão
Dow Jones cai mais de 570 pontos com a disparada do petróleo e Trump ameaçando outro ataque ao Irã
Escalada do conflito no Irã desperta pessimismo em relação às ações de companhias aéreas
Apple firma acordo de R$ 154 bilhões com Broadcom para ampliar produção de chips nos EUA
Publicado 09/08/2025 • 15:58 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geraldo Alckmin.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (9) que o governo trabalha para ampliar o número de setores brasileiros excluídos do aumento da tarifa anunciada pelos Estados Unidos.
“A prioridade não é retaliar. A prioridade é resolver e procurar ampliar o número de setores que fiquem fora dessa tarifa que entendemos como extremamente injusta”, disse, em conversa com jornalistas.
Alckmin destacou que 45% das exportações nacionais para o mercado americano já ficaram de fora da taxação — entre elas aviões, suco de laranja e celulose.
“Os Estados Unidos são importantes porque compram produtos de valor agregado, como aviões, autopeças, máquinas e motores”, disse Alckmin. “Conseguimos que 45% ficasse de fora. Depois, 19% está na Seção 232, igual para nós e para o mundo todo, como 50% de aço, alumínio e cobre, e 25% de automóveis e autopeças. Isso não nos tira competitividade.”
Leia também:
“É perseverar, mostrar que é um perde-perde”, afirma Alckmin ao defender negociações com EUA
Alckmin se reúne com representante de Trump fora da agenda oficial
Segundo o vice-presidente, 36% das exportações brasileiras foram afetadas pelas tarifas, e é nesse ponto que o governo concentra as negociações. Ele comparou a política comercial entre os países, afirmando que, enquanto oito em cada dez produtos dos EUA entram no Brasil sem tarifa, a média das taxas aplicadas aqui é de 2,7%. “Não tem o menor cabimento você ter 2,7% para entrar no Brasil e 50% nos Estados Unidos”, criticou.
Alckmin disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar, no início da próxima semana, um pacote de medidas para apoiar empresas brasileiras exportadoras, especialmente as mais afetadas pelo aumento das tarifas. Ele citou a Índia e o México como mercados alternativos em expansão.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO vice-presidente descartou retaliação comercial imediata. “Entendemos que é errado o aumento de tarifas. Ao aumentar a tarifa, quem paga é o consumidor. É um perde-perde. Devemos ir para um ganha-ganha, aumentando o fluxo de comércio e a exportação”, afirmou, defendendo a integração das cadeias produtivas, como no aço, usado por ambos os países na fabricação de aviões e equipamentos.
Alckmin também criticou a motivação das medidas americanas. “É uma tarifa extremamente injusta, com base jurídica totalmente fraca. Não se pode fazer política regulatória baseada em questões de natureza político-partidária”, disse.
__
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streaming
Maiores Audiências
1
FBI investiga Federação Argentina por suspeitas em movimentações financeiras de R$ 1,3 bilhão nos EUA
2
EXCLUSIVO: IA exige controle e pé no chão para gerar valor, diz José Caodaglio, CEO da ColmeIA
3
Vozinha está perto de fechar com Inter Miami, de Beckham, e jogar ao lado de Messi
4
Oncoclínicas prepara pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas
5
Trump declara fim do cessar-fogo com o Irã, ataca líderes de Teerã e preço do petróleo dispara