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“Parceiros russos podem ser taxados em 100%”, diz Bessent
Publicado 29/07/2025 • 14:34 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 29/07/2025 • 14:34 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou em entrevista nesta terça-feira (29) que países que importarem petróleo da Rússia podem ser alvo de tarifas de até 100%, caso novas sanções econômicas sejam aprovadas pelo Congresso norte-americano.
Segundo ele, a China lidera as importações de petróleo russo, mas a medida também pode atingir outros parceiros comerciais, inclusive o Brasil. “Quem comprar petróleo russo pode estar preparado para uma tarifa de 100%”, declarou Bessent durante entrevista a jornalistas na Suécia, acompanhado do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
A fala ocorre em meio a discussões entre o governo norte-americano e o Senado sobre novas sanções econômicas contra aliados da Rússia, especialmente em razão da continuidade da guerra na Ucrânia e do financiamento indireto ao governo de Vladimir Putin via exportações energéticas.
De acordo com Bessent, o Senado dos Estados Unidos já aprovou a possibilidade de aplicação de tarifas secundárias sobre qualquer país que mantenha relações energéticas com a Rússia. Ele destacou que a medida tem apoio tanto do Congresso quanto do Executivo. “Não é só o presidente. O Senado americano também tem essa preocupação.”
O secretário também indicou que a Casa Branca discute mecanismos para aplicar essas tarifas em setores estratégicos, como o petróleo, sem comprometer o fornecimento global. Ele comentou ainda que a relação entre China e Rússia é observada com atenção por autoridades norte-americanas, especialmente no contexto de comércio energético.
Bessent também afirmou que o objetivo dos encontros é criar relações pessoais entre os negociadores e construir confiança para o avanço de pautas comerciais e de segurança energética. “O objetivo do encontro é entender melhor a agenda dos dois países e como podemos avançar”, disse.
Bessent disse que os Estados Unidos e a China estão engajados em uma tentativa de reequilibrar a balança comercial entre os dois países, após impasses recentes envolvendo tecnologia e energia.
Segundo ele, que está na Suécia, o objetivo das conversas é reduzir os gastos entre as duas potências e revisar os termos comerciais em setores estratégicos. “Queremos prestar atenção aos produtos que possam contribuir para equilibrar essa balança”, disse.
De acordo com relatos da delegação americana, a rodada de negociações foi marcada por tensões, principalmente em torno da exportação de chips de inteligência artificial e do fornecimento de petróleo iraniano à China, tema que os Estados Unidos classificam como preocupação de segurança.
“Discutimos com a população americana nossa posição sobre o fornecimento de petróleo iraniano à China. Isso continua sendo um ponto de preocupação”, afirmou Bessent.
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Outro ponto destacado no pronunciamento foi a reafirmação de um acordo firmado em Londres, no qual a China se compromete a retomar o fornecimento de ímãs de terras raras aos Estados Unidos. O comércio desses minerais havia sido interrompido após os Estados Unidos limitarem a venda de chips para empresas chinesas.
“Confirmamos a implementação do que foi acordado em Londres, especialmente no que diz respeito ao fluxo de ímãs de terras raras”, declarou Bessent.
O secretário também mencionou o encontro com Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ocorrido no domingo, na Escócia. O diálogo com a União Europeia teve como foco o papel das potências ocidentais na reorganização do comércio global.
Bessent indicou que o governo norte-americano avalia uma possível pausa de 90 dias na guerra tarifária com a China. A decisão será submetida à Casa Branca, e um novo encontro entre os representantes está previsto para daqui a três meses.
O secretário comparou o momento atual com o que ocorreu na França e na Itália, que, segundo ele, sacrificaram parte de sua capacidade industrial. A estratégia americana, explicou, envolve trazer empresas de volta ao território nacional ou aplicar tarifas para preservar a competitividade.
Bessent afirmou que o principal desafio nas relações comerciais com a China está no desequilíbrio causado pela sobrecapacidade produtiva chinesa. Ele defendeu a reindustrialização dos Estados Unidos e a revisão da política tarifária americana. “A China é a nação que mais produz hoje. Ela concentra 30% da produção industrial mundial”, disse Bessent.
Segundo o secretário, os países do Sul Global, incluindo o Brasil, não conseguem absorver o excesso de produtos fabricados na China, o que pressiona os mercados da Europa e dos Estados Unidos.
Bessent argumentou que os Estados Unidos devem buscar formas de equilibrar essa relação, com medidas que incluam revisão de tarifas, restrições tecnológicas e incentivos para trazer fábricas de volta ao território americano. “A questão não é apenas com a China. A intenção é trazer fábricas de volta para os Estados Unidos, especialmente nos setores de semicondutores e farmacêuticos.”
Scott Bessent confirmou que houve uma ligação recente entre o presidente dos EUA e o presidente da China, e que há interesse mútuo em avançar nas negociações comerciais, inclusive com o Japão.
Além disso, ele relatou conversas com autoridades suecas, incluindo o primeiro-ministro e o ministro das finanças da Suécia, em Washington. Os temas discutidos incluíram o papel do comércio internacional e a coordenação econômica entre os países.
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