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“Brasil precisa criar alianças comerciais diretas com os EUA”, diz presidente da AEB
Publicado 17/07/2025 • 11:49 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 17/07/2025 • 11:49 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O presidente do Conselho de Administração da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Arthur Pimentel, defendeu a criação de alianças diretas entre o empresariado brasileiro e americano como alternativa à falta de diálogo entre os governos.
“O Brasil precisa criar uma aliança direta. Não de governo a governo, mas do meio empresarial”, afirmou Pimentel em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, a articulação entre os setores produtivos dos dois países é essencial para superar o impasse nas negociações bilaterais.
As medidas comerciais propostas pelos Estados Unidos têm afetado exportações de diversos países. Pimentel avaliou que, embora o momento econômico americano seja positivo, as tarifas propostas por Washington indicam motivações econômicas, e não estratégicas. “Parece que não se encaixa bem essa peça no tabuleiro do comércio internacional, especialmente no comércio bilateral com o Brasil”, observou.
O executivo citou a estagnação das tratativas entre os dois governos e a ausência de resposta por parte dos norte-americanos a propostas brasileiras. Segundo ele, o governo brasileiro não criou canais ativos de negociação e houve “inércia e certa incompetência” na condução da política externa comercial.
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Na avaliação do presidente da AEB, é urgente que o Brasil aproveite possíveis janelas de oportunidade para reconstruir sua base industrial. “A gente precisa, com urgência e com inteligência diplomática, aproveitar esses bons ventos para recuperar a nossa reindustrialização”, afirmou.
Ao comentar as dificuldades diplomáticas atuais, Pimentel evitou apontar motivações exclusivamente ideológicas por parte dos Estados Unidos, mas destacou que qualquer viés político deve ser deixado de lado. “O comércio sempre vai ter mais força do que qualquer ideologia”, disse.
Pimentel destacou que a articulação empresarial pode contribuir para influenciar decisões políticas. Ele relatou que a AEB acompanha os esforços de lideranças do setor produtivo brasileiro em estabelecer contato com seus pares americanos. “Tem que haver empatia na conversa diplomática. É preciso uma construção inteligente”, afirmou.
A associação aposta na pressão vinda do setor privado como estratégia para destravar o diálogo. O dirigente classificou o momento como desfavorável para os dois lados. “É um perde-perde”, concluiu.
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