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“É importante não retaliar e, a partir daí, as tarifas podem cair”, diz secretário do Tesouro dos EUA
Publicado 29/07/2025 • 15:48 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 29/07/2025 • 15:48 | Atualizado há 11 meses
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Em entrevista exclusiva à CNBC, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, tentou acalmar os países que estão em negociação sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, tendo em vista que as sobretaxas começam a valer a partir desta sexta-feira (1º). “É importante não retaliar e, a partir daí, as tarifas podem cair”, disse Bessent ao indicar como será negociar nos termos para exportações ao território norte-americano.
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A fala do secretário surge em meio à implementação de novas tarifas de 15% sobre produtos europeus — valor menor que os 39% anunciados em abril, mas ainda impactante para exportadores do bloco. Segundo Bessent, o entendimento com a China também segue em construção, com reuniões realizadas em Genebra, Londres e Estocolmo. “A cada encontro aprendemos mais sobre o que é prioritário para a China”, afirmou, referindo-se à retomada das exportações de minerais raros, bloqueadas desde abril.
De acordo com o secretário, a não retaliação é vista como condição para futuras reduções tarifárias. Ele mencionou que, no passado, a decisão da China de reagir com medidas próprias levou a uma escalada prejudicial. Agora, com conversas mais frequentes e envolvimento direto entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, a expectativa é de um canal diplomático mais ativo e eficaz.
O embaixador de comércio Jamieson Greer também foi citado como peça-chave na articulação americana, especialmente por seu histórico de acordos com Vietnã, Indonésia e Japão — países que, segundo Bessent, ampliam o poder de barganha dos Estados Unidos em relação à China.
Apesar do acordo fechado no último fim de semana com a União Europeia, Bessent reconheceu que o prazo de 1º de agosto ainda é considerado um marco, mas que negociações podem ser estendidas “um pouco mais adiante”. Ele confirmou que parte dos investimentos europeus em território americano será direcionada à compra de armamentos e à instalação de operações industriais, em linha com a política de reindustrialização dos EUA.
O secretário também comentou que os EUA estão atentos ao movimento da Europa no setor de defesa, com ampliação dos gastos dos países da OTAN. Segundo ele, uma fatia significativa dessas aquisições será feita junto à indústria americana.
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Siga o Times | CNBCA fala de Bessent reforça o tom de cautela e pragmatismo adotado pelo governo Trump nas últimas rodadas comerciais. “Eles são grandes negociadores”, afirmou, ao comentar o perfil dos líderes envolvidos nas tratativas, destacando que a manutenção do diálogo pode evitar novas disputas.
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