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Mercado absorve tarifa dos EUA sem reação drástica, mas incertezas seguem no radar
Publicado 16/07/2026 • 14:45 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/07/2026 • 14:45 | Atualizado há 3 meses
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A reação do mercado financeiro ao tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos foi moderada porque boa parte da medida já havia sido antecipada pelos investidores, disse Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, em entrevista nesta quinta-feira (16).
Segundo ele, a política tarifária americana já vinha sendo incorporada aos preços dos ativos ao longo dos últimos meses, reduzindo o impacto imediato após o anúncio oficial. “O mercado antecipa os movimentos e acaba precificando isso nos ativos até antes dos anúncios. A reação era esperada e não foi drástica”, afirmou.
Na avaliação do economista, a utilização da Lei da Reciprocidade, a atuação diplomática do Itamaraty e a resposta do governo brasileiro ajudam a reduzir parte da incerteza para empresários e investidores, embora a imprevisibilidade da política comercial dos Estados Unidos continue sendo um fator de atenção.
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Para Salto, os desafios não se restringem ao tarifaço. O cenário internacional permanece pressionado pelas incertezas em torno da política monetária americana, pelos conflitos no Oriente Médio e pelo comportamento dos preços do petróleo, fatores que afetam inflação, atividade econômica e fluxo de capitais.
Apesar desse ambiente mais desafiador, ele avalia que a economia brasileira deve encerrar o ano em linha com as projeções atuais do mercado.
“A economia deve caminhar mais ou menos como previsto pelos economistas neste momento, com crescimento acima de 2%, inflação em torno de 5% e desemprego ainda próximo das mínimas históricas”, disse.
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Siga o Times | CNBCO economista ressaltou que os investidores acompanham com atenção não apenas os acontecimentos internacionais, mas também os riscos domésticos, especialmente aqueles relacionados às contas públicas.
Segundo ele, mudanças recentes aprovadas pelo Congresso podem pressionar os gastos com a Previdência e abrir precedentes para novas despesas obrigatórias, elevando a preocupação com o equilíbrio fiscal.
Salto acrescentou que o cenário político e as discussões sobre a condução da política econômica nos próximos anos também influenciam o comportamento dos mercados. “Todas essas incertezas representam risco e acabam sendo precificadas pelo mercado”, afirmou.
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Sobre a política monetária, o economista afirmou que a expectativa da Warren é de manutenção da Selic em 14,25%, sem novos cortes no curto prazo.
Ele observou que uma eventual alta dos juros nos Estados Unidos poderá aumentar a pressão sobre o Banco Central brasileiro, dificultando uma flexibilização da política monetária.
“A possibilidade de aumento dos juros nos Estados Unidos é mais um fator de pressão sobre o Copom e reforça o cenário de manutenção da Selic nos níveis atuais”, concluiu.
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