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Tarifas do Trump

Haddad diz que ajuda a setores afetados por tarifas dos EUA ficará dentro da meta fiscal

Publicado 01/08/2025 • 11:58 | Atualizado há 11 meses

KEY POINTS

  • Governo federal prepara pacote de ajuda a setores prejudicados por tarifas dos EUA sem romper meta fiscal.
  • Fernando Haddad afirma que não será necessário crédito extraordinário para socorrer exportadores brasileiros.
  • Declaração do ministro contraria Alckmin, que havia sugerido possibilidade de excluir gastos do resultado primário.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o plano do governo para socorrer os setores brasileiros atingidos pelas tarifas comerciais dos Estados Unidos será financiado sem extrapolar a meta fiscal.

“Na nossa proposta que está sendo encaminhada não vai existir isso”, disse Haddad a jornalistas, ao ser questionado sobre a possibilidade de a ajuda ficar fora do resultado primário. “Embora tenha havido da parte do Tribunal de Contas da União a compreensão de que, se fosse necessário, isso poderia ocorrer, não é a nossa demanda inicial”, completou.

A declaração contrasta com o que foi sinalizado na véspera pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, durante entrevista ao programa “Mais Você”, da TV Globo. Na ocasião, ele indicou que o governo poderia utilizar crédito extraordinário — como ocorreu no caso do Rio Grande do Sul — para arcar com os custos do plano de contingência para setores prejudicados pelas tarifas do presidente Donald Trump.

“Não queremos déficit nenhum. Queremos o menor impacto possível”, afirmou Alckmin na quinta.
“Pode excluir do resultado primário, como foi no Rio Grande do Sul, que teve um fato superveniente”, disse.

Haddad, no entanto, disse que o pacote está sendo construído de forma a respeitar o arcabouço fiscal aprovado em 2023.

“Entendemos que conseguimos operar dentro do marco fiscal sem nenhum tipo de alteração”, garantiu Haddad.

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Os setores mais atingidos pelo aumento tarifário anunciado por Washington em abril incluem produtos siderúrgicos, químicos e metalúrgicos. Apesar do impacto potencial, parte das exportações brasileiras foi preservada — cerca de 44,6% das vendas aos EUA foram excluídas das novas tarifas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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