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Trump e Xi sinalizam abertura em IA e Sete Magníficas devem disparar com nova fase da corrida tecnológica
Publicado 15/05/2026 • 21:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/05/2026 • 21:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
As negociações entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim terminaram sem anúncios concretos sobre inteligência artificial, mas abriram espaço para uma possível aproximação tecnológica entre as duas maiores potências do mundo. Apesar de o encontro ter sido dominado por discussões comerciais, executivos e analistas ouvidos pelo Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, avaliam que qualquer sinal de cooperação em IA pode acelerar investimentos globais no setor e beneficiar gigantes da tecnologia.
A expectativa em torno da inteligência artificial era elevada antes da cúpula, especialmente diante da presença de empresários como Elon Musk e Jensen Huang. Ainda assim, as conversas acabaram concentradas principalmente em comércio tradicional e em temas geopolíticos ligados a Taiwan e Irã.
Durante o encontro, os Estados Unidos evitaram colocar no centro das discussões os controles de exportação de semicondutores, mesmo em meio às recentes acusações da Casa Branca de roubo de tecnologia por parte da China. Huang também buscava avançar em negociações para vender à China o chip H200 da Nvidia, cuja comercialização já foi autorizada por Washington, mas ainda enfrenta resistência do governo chinês, que incentiva empresas locais a recorrerem a fabricantes domésticos, como a Huawei.
Para Rafael Franco, CEO da Alphacode, a simples sinalização de integração já altera a percepção dos investidores sobre os rumos da IA.
“Quando Estados Unidos e China sinalizam algum nível de cooperação em inteligência artificial, o mercado entende que a tecnologia entra em uma nova fase de aceleração global. Hoje, os dois países concentram boa parte da infraestrutura tecnológica, investimento e capacidade computacional do mundo”, afirmou.
Segundo Franco, uma aproximação reduz barreiras comerciais e aumenta a previsibilidade para investidores e empresas, impactando diretamente áreas como automação, aplicativos e plataformas digitais.
“Na prática, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma disputa geopolítica e passa a ganhar ainda mais espaço como infraestrutura central da economia digital”, disse.
Na avaliação de Pettrus Vaz, CEO da IAIRON Academy, o encontro muda o tom da corrida tecnológica global, até então marcada por uma lógica de separação entre as duas potências. Ele destacou que EUA e China concentram infraestrutura, capacidade computacional, talentos e investimentos estratégicos, o que torna qualquer aproximação relevante para o setor.
Apesar disso, especialistas ressaltam que a rivalidade tecnológica permanece intacta, especialmente em áreas consideradas estratégicas, como semicondutores, infraestrutura crítica e liderança em inteligência artificial.
“O encontro reduz a pressão no curto prazo, mas não elimina a competição tecnológica entre os dois países”, afirmou Franco.
Para Vaz, o mercado já entende que existe espaço para cooperação comercial, mas não necessariamente para compartilhamento irrestrito de tecnologia.
“O Vale do Silício depende da China não apenas como mercado consumidor, mas também como peça importante da cadeia global de tecnologia”, disse.
As possíveis cooperações também são vistas como positivas para as chamadas Sete Magníficas, grupo que reúne gigantes americanas de tecnologia Microsoft, Apple, Amazon, Meta, Alphabet, Tesla e a própria Nvidia.
“As Mag7 tendem a reagir de forma bastante positiva porque qualquer aproximação entre EUA e China reduz risco geopolítico e melhora o ambiente para investimentos em tecnologia”, afirmou Franco.
Segundo os executivos, um ambiente menos restritivo entre as duas economias pode acelerar investimentos em data centers, chips, modelos generativos e infraestrutura digital, além de impulsionar a adoção de inteligência artificial em aplicativos e serviços usados diariamente por bilhões de pessoas.
No mercado financeiro, a leitura predominante é de que qualquer avanço diplomático entre Washington e Pequim tende a favorecer o setor de tecnologia. Ainda assim, a corrida global pela liderança em IA continua aberta — uma espécie de Guerra Fria em código-fonte, movida menos por bandeiras e mais por poder computacional.
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