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Venezuela desbloqueia sites de notícias censurados há anos
Publicado 17/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação/Wikipédia
Palácio Miraflores, sede do governo da Venezuela
Diversos sites de notícias que estavam censurados na Venezuela há anos foram desbloqueados, anunciou a agência reguladora de telecomunicações nesta quinta-feira (17), horas antes do início da segunda rodada de negociações políticas entre o governo interino e a oposição.
A liberdade de expressão será um dos temas abordados na mesa de diálogo, patrocinada pelos Estados Unidos, que será retomada nesta quinta-feira em Caracas após uma primeira rodada de negociações em agosto.
Oito meses após a intervenção dos EUA para capturar Nicolás Maduro, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) anunciou em seu site o “restabelecimento formal do acesso a diversas plataformas e veículos de mídia digital nacionais e internacionais”.
Leia também: Plano da Chevron na Venezuela reforça posição dos EUA na disputa energética global
O site de notícias NTN24 confirmou em seu site que, “após o anúncio do regime, na noite de quarta-feira, foi verificado na Venezuela, com diferentes provedores de internet, que o acesso ao www.ntn24.com era possível sem o uso de uma VPN”, uma conexão criptografada.
Os veículos de comunicação venezuelanos El Nacional, Efecto Cocuyo e El Pitazo também foram removidos da lista de censura.
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Siga o Times | CNBCA ONG de direitos digitais VE Sin Filtro verificou o acesso a 10 sites por meio de diversos provedores de internet. Ainda assim, relata pelo menos 194 sites bloqueados no país, incluindo 84 veículos de notícias.
Jornalistas e ONGs denunciam há anos o bloqueio de sites como um mecanismo de censura, o que sempre foi negado pelo governo Maduro, que enfrenta acusações de tráfico de drogas em um tribunal de Nova York.
A chefe da delegação da oposição, Dinorah Figuera, saudou a decisão. “Este é um primeiro passo. Muitos meios de comunicação ainda estão ausentes e todos precisam retornar, integralmente e em definitivo”, esclareceu.
A medida foi recomendada horas antes pelo Programa para a Paz e a Coexistência Democrática, uma organização não governamental criada pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que governa sob pressão de Washington.
A proposta surgiu após “um processo de consulta com diferentes setores da mídia”, explicou o programa em suas redes sociais.
Leia mais: Presidente interina da Venezuela agradece Trump por acordo energético sobre reservas de petróleo
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