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Sérgio All

Empresários devem renegociar dívidas antes de buscar novos empréstimos, afirma Sérgio All

Publicado 30/10/2026 • 23:15 | Atualizado há 3 horas

A queda da Bolsa, a valorização do dólar e a alta dos juros futuros após o resultado eleitoral acenderam um alerta para pequenas e médias empresas brasileiras. A volatilidade pode elevar os custos de insumos, fretes e crédito, pressionando as margens dos negócios.

Para Sérgio All, Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, os empreendedores precisam mapear sua exposição às variáveis econômicas e revisar o planejamento financeiro para 2027, sem tomar decisões precipitadas.

Os indicadores mostram a dimensão da reação do mercado. A Bolsa registrou queda de 13,88% em um único pregão, a maior baixa diária desde 2020, enquanto o dólar avançou 8,21% em um dia e, na quinta-feira, permanecia próximo de R$ 5,38. Os juros futuros também subiram, encarecendo as perspectivas de financiamento para empresas e consumidores.

Apesar da volatilidade nos mercados financeiros, a confiança do comércio apresentou avanço de 1,8% em outubro, a maior alta do período mencionado na conversa.

O movimento indica que o consumo continua acontecendo, embora os clientes estejam mais atentos a preços e condições de compra.

“Apesar de tudo isso, o consumidor está reagindo. A confiança do comércio subiu 1,8% em outubro. O consumidor ainda está consumindo”.

A valorização da moeda americana pode atingir diretamente empresas que dependem de produtos importados, matérias-primas, insumos e serviços cotados em dólar.

O aumento também pode chegar ao frete, especialmente nas operações que dependem do transporte marítimo, elevando o custo de reposição dos estoques.

Para empresas que revendem mercadorias importadas ou utilizam componentes estrangeiros na fabricação, a pressão pode chegar ao consumidor por meio de reajustes de preços.

A consequência, porém, depende da capacidade de repassar os custos sem comprometer as vendas.

“Um dólar caro encarece o que vem de fora. Insumos, frete e produtos revendidos sobem de preço. Quem exporta ganha margem”.

O segundo canal de transmissão é o crédito. A alta dos juros futuros pode elevar o custo do capital de giro, dos financiamentos e das operações parceladas.

Para empresas que já possuem dívidas, a mudança exige atenção à capacidade de pagamento e ao custo de novas operações.

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Sérgio All recomenda que os empresários revisem os compromissos financeiros e conversem com instituições bancárias antes de contratar novos empréstimos.

A renegociação de dívidas pode ser uma alternativa para reorganizar o fluxo de caixa e reduzir a pressão financeira.

“Repensar, renegociar, conversar com o seu banco, não pensar em tomar crédito, repensar novas formas de vender, talvez seja uma das formas de diminuir esse impacto”, afirmou.

A avaliação também considera o comportamento do consumidor. Mesmo com a instabilidade dos indicadores financeiros, os clientes continuam comprando, mas pesquisam mais antes de tomar decisões. Para os pequenos negócios, isso significa acompanhar preços, qualidade e condições oferecidas pela concorrência.

“A queda foi na Bolsa, não no caixa do varejo. A decisão e o pânico são tão ruins quanto a euforia”, disse Sérgio All.

Empréstimos para pagar contas exigem cautela

O Notável também chamou atenção para o risco de empreendedores utilizarem crédito continuamente, apostando que o crescimento futuro das vendas será suficiente para pagar os empréstimos.

Na avaliação de Sérgio All, essa estratégia pode ampliar o endividamento e comprometer a sustentabilidade do negócio.

“Muitos empreendedores têm se autoalavancado tomando crédito, pensando que o crescimento e as vendas lá na frente vão poder suprir isso, mas esse é um caminho que não vale a pena seguir”.

A orientação é levantar o custo das dívidas existentes, negociar condições com bancos e fornecedores e avaliar a real necessidade de novos financiamentos. O crédito deve ser considerado somente depois de uma revisão da estrutura financeira da empresa.

A meta estabelecida por Sérgio All é que, em sete dias, o empresário tenha uma estimativa de quanto sua operação depende do dólar e dos juros, além de um plano inicial para enfrentar possíveis aumentos de custos.

“Comece 2027 com o pé no chão. Esteja preparado”, recomendou Sérgio All.

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