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BRB vira sócio de mais de 100 restaurantes e 4 shoppings após rombo ligado ao Banco Master
Publicado 02/02/2026 • 22:34 | Atualizado há 4 dias
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Publicado 02/02/2026 • 22:34 | Atualizado há 4 dias
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Reprodução/Agência Brasília
BRB
O Banco de Brasília (BRB) passou a aparecer como cotista de fundos com participação em mais de 100 operações de bares e restaurantes e em quatro shoppings centers espalhados pelo país. O movimento é associado ao caso Banco Master e teria ocorrido como parte de um pacote de compensação por perdas após o BRB comprar títulos que, segundo as investigações, seriam fraudulentos.
A lógica é a seguinte: para reduzir o tamanho do rombo, o Master repassou ao BRB ativos com valor de mercado (como participações em fundos). Agora, a gestão do banco, sob o presidente Nelson Antonio de Souza, avalia negociar parte desses ativos, que fogem do núcleo tradicional de atuação bancária.
Leia também: S&P rebaixa ratings do BRB por pressão de capital e risco reputacional
Um dos ativos envolve o fundo Strelitzia. Com a entrada do BRB como cotista, o banco passa a ter exposição indireta ao Grupo Alife Nino, conglomerado do setor de foodservice com 14 marcas e mais de 70 operações em 11 estados, com nomes conhecidos como Nino, Peppino, Irajá Redux, Boteco Rainha, Boteco Boa Praça e Eu Tu Eles.
Classificado entre os dez maiores players do foodservice nacional, o Alife Nino expandiu suas operações em 2023 com a aquisição da rede Drumattos, em um negócio de R$ 198 milhões que incluiu as marcas Camarada Camarão e Camarão & Cia. A companhia é liderada por Pedro Silveira, ex-CEO da XP Internacional e ex-diretor financeiro do Corinthians.
Em outra frente, o BRB teria se tornado cotista do fundo Macam, o que dá ao banco participação indireta em quatro shoppings localizados no Distrito Federal, Paraná, Goiás e Espírito Santo.
O BRB teria participação em pelo menos oito fundos com algum grau de ligação com operações investigadas no caso Master, misturando ativos vistos como “mais saudáveis” e outros considerados mais problemáticos.
Leia também: Ex-dirigente do BRB diz à PF que operações com o Master foram vistas como “oportunidade de mercado”
O Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC procurou o BRB para esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para atualizações.
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