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Cabo submarino da União Europeia pode fortalecer infraestrutura digital do Brasil
Publicado 25/06/2026 • 12:56 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 25/06/2026 • 12:56 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A ampliação do cabo submarino EllaLink pode fortalecer a infraestrutura digital brasileira, atrair investimentos em tecnologia e reduzir a dependência das rotas de transmissão de dados que passam pelos Estados Unidos, afirmou Gustavo Bonato Abrão, especialista em tecnologia. Segundo ele, a iniciativa faz parte do pacote de investimentos anunciado pela União Europeia no Brasil, que prevê 260,8 milhões de euros (R$ 1,54 bilhão) destinados à expansão do cabo óptico entre os continentes.
Em entrevista nesta quinta-feira (25) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. O especialista explicou que o projeto integra uma estratégia mais ampla da União Europeia para ampliar sua presença tecnológica no país e diminuir a dependência da infraestrutura americana de transmissão de dados. Ele destacou que o EllaLink liga diretamente Portugal a Fortaleza e deverá ser estendido aos estados do Pará e do Maranhão, fortalecendo a conectividade e preparando o terreno para novos investimentos em infraestrutura digital.
Segundo Abrão, o EllaLink foi o primeiro cabo submarino a conectar diretamente Brasil e Europa, eliminando a necessidade de o tráfego de dados entre os dois continentes passar por território americano.
“É por dentro desses cabos que passa praticamente toda a internet do mundo. A internet não está na nuvem; ela está embaixo, no fundo do mar. O EllaLink conecta Portugal a Fortaleza com a menor latência de mercado e foi o primeiro a fazer essa ligação direta sem passar pelo solo americano”, explicou.
Ele afirmou que a ampliação da infraestrutura também atende a uma estratégia geopolítica europeia. “Eles estão tentando contornar os Estados Unidos por uma questão de interceptação de dados. Hoje, 63% da capacidade brasileira de transmissão depende de uma rota só, e isso incomoda muito. A Europa quer reduzir essa dependência e se aproximar do Brasil porque também tem interesse em minerais críticos e energia renovável”, ressaltou.
Na avaliação do especialista, os principais ganhos serão percebidos por setores que dependem de conexões rápidas e estáveis, como bancos digitais, pesquisa científica, mídia e serviços baseados em inteligência artificial.
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“Para bancos digitais, mídia, pesquisa científica ou até para quem joga online, essa menor latência permite uma infraestrutura muito mais rápida. Além disso, melhora a infraestrutura no Norte e Nordeste e facilita a construção de um ecossistema para receber mais tecnologia e data centers”, afirmou.
Segundo Abrão, os efeitos para a população deverão aparecer de forma gradual, em um horizonte de quatro a cinco anos, período necessário para a implantação dos investimentos e da nova infraestrutura.
O especialista também acredita que a ampliação do EllaLink poderá impulsionar a instalação de data centers, empresas de fibra óptica e novos empreendimentos ligados à economia digital.
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“Na área de tecnologia de infraestrutura, nas empresas de fibra ótica e nas empresas que constroem data centers, é onde todas as Big Techs estão investindo muito. Essa é a espinha dorsal para sustentar todo esse desenvolvimento tecnológico”, concluiu.
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