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Confiança de empresários e consumidores paulistas cai em abril
Publicado 22/05/2026 • 13:26 | Atualizado há 2 meses
Publicado 22/05/2026 • 13:26 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Magnific
Empresa
A confiança do empresário paulista caiu 3,1% em abril, no terceiro recuo mensal consecutivo, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O indicador passou de 102,9 pontos em março para 99,7 pontos em abril. Foi a primeira vez desde novembro de 2025 que o índice ficou abaixo dos 100 pontos, marca que separa otimismo de pessimismo.
Segundo André Sacconato, assessor econômico da FecomercioSP, a queda reflete um ambiente de custos mais altos, desaceleração das vendas e pressão sobre as margens de lucro das empresas. Parte dos empresários que relataram falta de confiança também mencionou dívidas acumuladas nos últimos anos.
“Além disso, o conflito no Oriente Médio, com seus efeitos sobre o preço do barril de petróleo, aliado às incertezas do cenário internacional — fatores que influenciaram, inclusive, um corte menor da taxa Selic —, impacta negativamente a confiança das empresas”, afirmou Sacconato.
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A FecomercioSP esperava uma reação do indicador com o início do ciclo de queda da Selic e a chegada de datas comemorativas, como o Dia das Mães. A entidade avalia, porém, que o corte menor do que o esperado nos juros não foi suficiente para sustentar a confiança do empresariado.
Com juros ainda elevados e inadimplência em alta, a federação recomenda que as empresas adotem postura mais cautelosa em relação a novos investimentos e à formação de estoques.
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Siga o Times | CNBCApesar da queda mensal, o Icec avançou 2,1% em relação a abril do ano passado.
A confiança do consumidor também caiu em abril. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 3,8% na comparação com março.
Mesmo com a queda mais intensa que a registrada entre os empresários, o indicador permaneceu em nível considerado otimista, aos 121,1 pontos.
Segundo Sacconato, o consumidor ainda se sente relativamente seguro em relação ao emprego e à renda. Ele cita como fatores de sustentação a política de valorização do salário mínimo e os repasses de renda para a população de menor renda por meio de programas sociais.
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“Serão mais de R$ 200 bilhões espalhados na economia este ano por novos programas, Bolsa Família e BPC Benefício de Prestação Continuada”, disse o assessor econômico da FecomercioSP.
Para Sacconato, parte do custo dessas medidas pode aparecer no segundo semestre. Essa percepção ajuda a explicar a queda dos subíndices de expectativas: o indicador dos empresários recuou 4,3% em abril, enquanto o dos consumidores caiu 5% ante março.
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