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Crise nas estatais: Correios negociam crédito de R$ 12 bilhões e aguardam aval do Tesouro para sobreviver
Publicado 18/12/2025 • 07:25 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 18/12/2025 • 07:25 | Atualizado há 5 meses
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Divulgação
Correios
O Conselho de Administração dos Correios aprovou nesta quarta-feira uma operação financeira considerada decisiva para a sobrevivência da estatal: um empréstimo de R$ 12 bilhões, negociado com um consórcio formado por Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A operação é tratada internamente como a última alternativa para evitar a insolvência da empresa, que atravessa a pior crise financeira de sua história.
Apesar do sinal verde do conselho, os recursos ainda não estão disponíveis. O fechamento do contrato depende da decisão da Secretaria do Tesouro Nacional sobre a concessão da garantia da União, na prática, um seguro público para o caso de inadimplência. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que o aval pode ser concedido até sexta-feira, mas deixou claro que a liberação está condicionada a um plano de reestruturação profundo e monitorado. “Estamos trabalhando há semanas nisso para garantir a sustentabilidade”, afirmou.
Agora, os Correios aguardam a análise das propostas recebidas pelos órgãos competentes.
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Para convencer o governo e o mercado de que pode voltar a ser lucrativa até 2027, a estatal apresentou um plano de reestruturação agressivo:
A proposta atual, com juros de 115% do CDI e prazo de 15 anos, é bem mais vantajosa que a tentativa anterior (que pedia R$ 20 bilhões a 136% do CDI), recusada pelo Tesouro por exceder o teto de 120%.
A crise dos Correios não é um evento isolado, mas o resultado de uma “tempestade perfeita” que combina obsolescência, concorrência agressiva e impasses trabalhistas.
Historicamente, os Correios detinham o monopólio de cartas e correspondências. Com a digitalização, esse mercado definhou. O foco migrou para as encomendas (e-commerce), onde não há monopólio. Neste cenário, a estatal passou a competir com gigantes globais e logtechs ágeis. O resultado foi uma perda drástica de market share: os Correios hoje transportam menos volumes e enfrentam reclamações crescentes sobre atrasos, enquanto concorrentes entregam produtos no mesmo dia.
Diferente de uma empresa privada, a estatal carrega uma estrutura de custos pesada, com uma folha de pagamento vasta e passivos previdenciários e de saúde (como o plano de saúde da categoria) que consomem grande parte do faturamento. Sem margem para investimento em tecnologia, a empresa entrou em um ciclo vicioso: o serviço piora, os clientes migram para a concorrência e a receita cai, impossibilitando novas melhorias.
Enquanto a diretoria negocia bilhões para a sobrevivência da empresa, os sindicatos deflagraram greve. O ponto de ruptura é simbólico: o vale-peru (um abono de R$ 2.500). Para os trabalhadores, é um direito conquistado; para a gestão, é um gasto insustentável diante de um prejuízo bilionário. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tenta intermediar um acordo que prevê reajuste salarial de 5,13% pela inflação, mas a retirada de benefícios extras é o “nó” que mantém a paralisação em diversas regiões.
A gravidade da situação fica clara ao olharmos para a rodada anterior de negociações. Um grupo de bancos liderado por Citibank e BTG chegou a oferecer R$ 20 bilhões, mas com juros de 136% do CDI. O Tesouro barrou a operação por considerá-la cara demais para ter o aval da União. A proposta atual de 115% do CDI é a tentativa final de equilibrar os juros de mercado com a capacidade de pagamento da estatal.
Leia mais: Juros mais altos? Déficit dos Correios ameaça política fiscal
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