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DECISÃO 2026: o que Lula e Flávio Bolsonaro devem discutir no último debate?

Publicado 23/10/2026 • 20:15 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Economia, segurança pública e custo de vida estão entre os temas previstos para o confronto desta sexta-feira.
  • Lula pretende defender seu legado e políticas sociais, enquanto Flávio deve reforçar propostas e críticas ao governo.
  • - O debate começa às 21h20, na Globo, e será o último confronto televisionado antes da votação de domingo (25).
DECISÃO 2026: o que Lula e Flávio Bolsonaro devem discutir no último debate

Foto: reprodução

DECISÃO 2026: o que Lula e Flávio Bolsonaro devem discutir no último debate

O último debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (23), deve abordar economia, segurança pública, custo de vida, saúde e programas sociais. As campanhas também preparam questionamentos sobre investigações e relações pessoais dos adversários, mas tentam evitar que o confronto fique restrito a acusações.

O encontro começa às 21h20, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação de César Tralli. A votação do segundo turno ocorre no domingo (25), tornando o debate a última oportunidade de confronto direto entre os candidatos na televisão antes da eleição.

Leia também: DECISÃO 2026: Lula e Flávio Bolsonaro mudam tom para último debate antes do 2º turno

As equipes revisaram suas estratégias após o primeiro embate, realizado pela Band no domingo (18). Aliados avaliam que os candidatos precisam aproveitar melhor o tempo para explicar propostas e conquistar eleitores que ainda não definiram o voto.

Economia e custo de vida devem entrar no debate

Flávio Bolsonaro deve receber, orientações para aprofundar suas propostas sobre inflação, custo de vida e programas sociais, reduzindo o espaço dedicado aos ataques contra o governo federal. Além disso, na avaliação de aliados, o senador deixou oportunidades passar no debate anterior ao não desenvolver algumas de suas ideias. Por isso, os treinamentos também abordariam saúde e segurança pública.

A preparação deve contar com o marqueteiro Duda Lima, Fábio Portela e o consultor de comunicação Mário Rosa. A economista Daniella Marques auxilia nos temas econômicos, enquanto o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) deve contribuir com a preparação sobre segurança pública.

Lula, por sua vez, deve destacar políticas sociais, medidas voltadas à renda e ações de seus governos. O presidente também deve se preparar para responder às críticas sobre o custo de vida e defender os resultados de sua gestão. Além disso, o ministro Sidônio Palmeira, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o senador Camilo Santana e a jornalista Olga Curado devem participar da preparação do petista.

Segurança pública e programas sociais

A segurança pública deve ocupar espaço importante no confronto. Flávio deve buscar apresentar respostas mais técnicas e detalhar suas propostas para a área. Lula deve defender as ações de sua gestão e evitar que provocações desviem a discussão.

Os programas sociais também estão entre os assuntos trabalhados pelas equipes. Enquanto o senador deve explorar críticas ao governo, o presidente pretende destacar iniciativas relacionadas à renda e à proteção social. Além das propostas, Flávio deve explorar temas como o caso do INSS e declarações da lobista Roberta Luchsinger.

Candidatos preparam questionamentos sobre adversários

As estratégias incluem perguntas sobre pessoas próximas aos candidatos. Lula deve se preparar para responder a questionamentos envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger. A campanha do presidente, por sua vez, deve preparar perguntas sobre as relações de Flávio com o advogado Willer Tomaz e Daniel Vorcaro.

Outro assunto que pode voltar ao confronto é o desafio para a abertura de sigilos bancários e telefônicos, levantado no debate anterior e incorporado às estratégias das duas campanhas.

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Apesar da preparação para esses embates, os aliados devem defender que os candidatos combinem críticas com propostas concretas. A intenção é evitar uma sequência de acusações e ampliar o espaço para discutir os planos para o país.

Regras da Globo mudam a dinâmica do debate

O formato também deve influenciar o confronto. Nos três primeiros blocos, o candidato com a palavra poderá circular pelo palco, enquanto o adversário deverá permanecer junto ao próprio púlpito.

No bloco de tema livre, os dois poderão se movimentar, mas cada um ficará restrito ao seu lado do cenário. A regra limita situações como a do debate da Band, quando Flávio ficou atrás de Lula enquanto o presidente respondia. Nesse bloco, cada candidato terá oito minutos de fala para administrar. A preparação de Lula também inclui orientações para controlar a movimentação no palco e preservar a voz.

Último confronto antes da votação

Flávio deve ter treinado com sua equipe, que recebeu o reforço do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A orientação é adotar uma postura mais técnica e propositiva, com menos provocações.

Leia também: DECISÃO 2026: O que esperar do último debate entre Lula e Flávio antes do segundo turno?

Lula deve pretender manter o foco diante dos ataques e apresentar com clareza o legado de seus governos. Entre os aliados esperados ao lado do presidente estão a primeira-dama Janja, Rui Costa (PT), André Janones (REDE) e Edinho Silva (PT). Fernando Haddad (PT) também poderá comparecer.

Com a votação marcada para domingo (25), o debate será a última oportunidade de Lula e Flávio Bolsonaro para apresentar suas propostas diretamente ao eleitorado em um confronto televisionado. O desempenho dos candidatos poderá influenciar a avaliação dos indecisos, embora não seja possível antecipar o efeito sobre o resultado das urnas.

📌 DECISÃO 2026:

🔷 O Times Brasil | CNBC transmite no domingo (25) a cobertura do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com entradas ao vivo durante todo o dia de votação.

🔷 Às 16h, começa o especial DECISÃO 2026, que acompanha o fechamento das urnas e a apuração até a definição de quem vai governar o país.

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