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Demanda estrutural mantém perspectiva positiva para o cobre apesar da volatilidade

Publicado 21/07/2026 • 14:36 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • Thaíse Saeter Rytenband afirma que transição energética, inteligência artificial e eletrificação continuam sustentando a demanda pelo metal.
  • Segundo a especialista, tarifas e tensões geopolíticas aumentam a volatilidade, mas não alteram os fundamentos do mercado.
  • Oferta limitada e longo prazo para abertura de novas minas reforçam expectativa de valorização do cobre.

A perspectiva de valorização do cobre permanece sustentada pelos fundamentos de longo prazo, apesar das oscilações provocadas pelas tensões comerciais e geopolíticas, afirmou Thaíse Saeter Rytenband, cofundadora e sócia da Convex Research, em entrevista nesta terça-feira (21) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ela, a expansão da inteligência artificial, da eletrificação e da transição energética continua impulsionando a demanda global pelo metal.

“O cobre é um insumo fundamental para a eletrificação e para toda a infraestrutura tecnológica dos data centers e da inteligência artificial. Ao mesmo tempo, enfrentamos um cenário de oferta restrita, concentrada em poucas regiões e afetada por um mundo cada vez mais fragmentado”, afirmou.

A avaliação ocorre em um momento em que o UBS mantém uma visão positiva para o metal, mesmo diante da volatilidade causada pelo aumento das tarifas comerciais dos Estados Unidos, pelas disputas geopolíticas e pelas dúvidas do mercado em relação ao ritmo dos investimentos em inteligência artificial.

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Corrida tecnológica amplia demanda

De acordo com Thaíse, a valorização do cobre resulta da combinação entre fatores estruturais e do cenário macroeconômico global.

Ela destacou que a disputa tecnológica entre as principais economias, somada ao avanço da eletrificação e da infraestrutura necessária para inteligência artificial, elevou a importância estratégica do metal.

Segundo a especialista, as recentes medidas adotadas pelos Estados Unidos, incluindo as tarifas relacionadas à Seção 232, também provocaram uma corrida antecipada por importações de materiais que utilizam cobre como insumo, ampliando a movimentação do mercado.

Tarifas elevam volatilidade, mas não mudam fundamentos

Na avaliação da cofundadora da Convex Research, as políticas protecionistas tendem a aumentar as oscilações das commodities, mas não comprometem a tendência estrutural de alta do cobre.

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Ela explicou que o mercado já registra movimentos de antecipação das importações na COMEX, diante da expectativa de ampliação das medidas tarifárias nos próximos anos.

Apesar desse cenário, a especialista acredita que os impactos se concentram no comportamento de curto prazo dos preços.

“Devemos continuar vendo volatilidade, principalmente diante dessas restrições comerciais e políticas de governo. Mas isso não altera, essencialmente, os fundamentos do ativo”, ressaltou.

Oferta restrita reforça cenário

Além da demanda crescente, Thaíse destacou que a limitação da oferta continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços.

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Ela lembrou que importantes operações de mineração enfrentam dificuldades para ampliar a produção e citou o caso de uma mineradora no Panamá, que teve sua atividade interrompida, reduzindo ainda mais a disponibilidade do metal.

Outro fator relevante, segundo a especialista, é o longo prazo necessário para colocar uma nova mina em operação.

“Do início do desenvolvimento de uma mina até o começo efetivo da produção, normalmente são necessários cerca de 15 anos. Por isso, além da eletrificação, a transição energética também seguirá sendo um importante vetor de sustentação para o cobre”, concluiu.

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