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Diretor interino da PF defende Andrei Rodrigues e diz que corporação não se deixará abalar por “ataques”

Publicado 08/09/2026 • 11:57 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Declaração ocorreu no primeiro evento da corporação após o STF determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
  • Murad reafirmou “total confiança” na direção-geral e disse que a PF atravessará o atual momento com serenidade.
  • Segunda Turma do STF já formou maioria para manter a decisão de André Mendonça, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes.

O diretor-geral interino da Polícia Federal, William Marcel Murad, fez nesta terça-feira (8) uma defesa pública do diretor-geral Andrei Rodrigues, afastado preventivamente do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a abertura de um curso de formação para 763 novos agentes da PF, na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, Murad afirmou que a corporação não se deixará intimidar pelas críticas e ataques recebidos nos últimos dias.

“Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. E aqui, reafirmamos, reafirmo, nossa total confiança na direção geral, no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O momento exige serenidade, mas saberemos atravessar essa tempestade como tantas vezes o fizemos”, declarou.

Leia também: Mendonça afirma que PF produziu seis relatórios e investigou sua relação com o chefe da AGU, Jorge Messias

Murad defende atuação “técnica e imparcial”

Murad afirmou que os investigadores da PF atuam de maneira “técnica, imparcial e livre de qualquer viés político”.

“Saber que trabalhamos estritamente dentro da lei, e comprometidos exclusivamente com o interesse público nos mantém confiantes de que a verdade dos fatos, que buscamos incansavelmente em nossas investigações, prevalecerá”, afirmou.

O diretor-executivo também reagiu às críticas dirigidas à atuação da corporação.

“É essa absoluta certeza dos nossos valores e a nossa forma de atuar que fazem com que as tentativas de descredibilizar o nosso trabalho, com alegações dissociadas da realidade e outros disparates, não tenham qualquer repercussão interna, tampouco na sociedade e na imprensa”, disse.

Murad acrescentou que a Polícia Federal tem o dever de reagir a “ataques e tentativas de usurpação de funções”.

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“O respeito às atribuições de cada instituição no âmbito do sistema de justiça criminal garante a legalidade e a lisura das investigações e das futuras condenações criminais. Não se trata meramente de interesse institucional ou corporativismo. É o interesse público, o cumprimento da lei e a manutenção do sistema democrático”, afirmou.

Andrei não participou da cerimônia

O discurso ocorreu no Teatro de Arena da Academia Nacional de Polícia. Andrei Rodrigues era esperado para participar da abertura formal do curso de formação, mas não compareceu após a decisão do STF que determinou seu afastamento preventivo.

Além de Andrei, Mendonça afastou o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.

Na Segunda Turma do Supremo, a medida já recebeu os votos favoráveis de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques, formando maioria de 3 a 0. O julgamento, porém, foi interrompido depois que Gilmar Mendes pediu vista.

Leia também: Pela primeira vez na história: STF tira um diretor-geral da Polícia Federal no exercício do cargo

Cúpula da PF também saiu em defesa de Andrei

Ao todo, 11 diretores da Polícia Federal divulgaram uma nota conjunta de apoio a Andrei e Almada.

No documento, a cúpula da instituição classificou como “injustificados” os ataques contra os dirigentes e afirmou que narrativas influenciadas por interesses “político-eleitorais” não apagam suas trajetórias profissionais.

Os diretores também repudiaram tentativas de atribuir aos dois ou à PF uma atuação “não republicana” e colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto.

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