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Ações da Toyota disparam quase 17% em Tóquio, maior alta diária em 39 anos, após montadora elevar projeção de lucro anual
Publicado 05/11/2026 • 08:52 | Atualizado há 6 minutos
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Publicado 05/11/2026 • 08:52 | Atualizado há 6 minutos
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As ações da Toyota registraram uma valorização de quase 17% na Bolsa de Tóquio nesta quinta-feira (05), marcando a maior alta diária da montadora nos últimos 39 anos. O avanço ocorreu após a fabricante japonesa elevar sua previsão de lucro anual, em meio ao crescimento dos resultados financeiros e à recuperação de suas operações na América do Norte.
A montadora encerrou o terceiro trimestre com lucro operacional de 1,13 trilhão de ienes, crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi favorecido pelo enfraquecimento do iene, que beneficia as receitas obtidas no exterior, e pelo aumento da procura por modelos híbridos no mercado americano.
Diante dos resultados, a empresa ampliou sua projeção de lucro operacional para o ano fiscal de 3,4 trilhões para 3,9 trilhões de ienes. Segundo o Financial Times, a revisão representa um acréscimo de 500 bilhões de ienes em relação à estimativa anterior.
O salto registrado em Tóquio representa o maior avanço dos papéis da Toyota em uma única sessão desde outubro de 1987. Naquele período, os mercados financeiros enfrentavam os efeitos da chamada Segunda-feira Negra, marcada por uma queda expressiva das bolsas internacionais.
A valorização também foi suficiente para reverter as perdas acumuladas pelas ações da companhia desde o início do ano.
Além da revisão das projeções financeiras, os investidores reagiram à expectativa de redução das tarifas cobradas pelos Estados Unidos sobre automóveis importados. A possibilidade de diminuição dessas barreiras comerciais favoreceu as perspectivas para as operações da fabricante japonesa no país.
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A América do Norte teve participação importante na melhora do desempenho da Toyota. Nos primeiros nove meses do ano, as vendas da montadora na região cresceram 1,1%, enquanto o resultado operacional passou de prejuízo para lucro.
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Siga o Times | CNBCA recuperação ocorreu apesar das tarifas comerciais impostas pelo presidente americano, Donald Trump, durante seu segundo mandato. Em escala global, porém, a fabricante apresentou retração nas vendas. Entre janeiro e setembro, foram comercializados 7,5 milhões de veículos, uma queda de 3,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O resultado refletiu principalmente a redução da participação da Toyota no mercado chinês, onde a concorrência entre fabricantes de automóveis tem se intensificado.
Diante da pressão competitiva, a montadora pretende recorrer a fornecedores capazes de oferecer componentes e tecnologias a preços mais baixos, incluindo empresas chinesas.
O vice-presidente executivo da Toyota, Yoichi Miyazaki, afirmou que a seleção de fornecedores considera a competitividade dos produtos, independentemente da nacionalidade ou do grupo empresarial responsável pelo fornecimento. A fabricante também pretende aproveitar experiências adquiridas na China para aperfeiçoar sua rede de suprimentos no Japão e no Sudeste Asiático.
A iniciativa busca incorporar soluções que permitam reduzir despesas e tornar a produção mais eficiente.
Nos Estados Unidos, a Toyota planeja ampliar a fabricação local de veículos híbridos e intensificar o uso de robôs nas linhas de produção como resposta ao aumento dos custos trabalhistas. A companhia também prepara mudanças para ampliar sua competitividade em mercados da América do Norte, da China e do Sul Global.
Entre as medidas está o desenvolvimento de uma arquitetura veicular comum para seus automóveis menores. A proposta é compartilhar estruturas e componentes entre diferentes modelos, aumentando a escala de produção e reduzindo custos.
A estratégia busca fortalecer a posição da montadora diante do avanço das fabricantes chinesas, ao mesmo tempo em que a empresa adapta suas operações às condições econômicas e comerciais de cada região.
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