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Brasil atinge menor nível de pobreza e desigualdade da história
Publicado 26/11/2025 • 08:14 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 26/11/2025 • 08:14 | Atualizado há 3 semanas
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Divulgação Gov.br
Brasil registra menor nível histórico de pobreza e desigualdade
O Brasil encerrou 2024 com o menor nível histórico de pobreza e desigualdade desde o início das pesquisas domiciliares do IBGE, em 1995. A nova análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada nesta terça-feira, indica que o país registrou avanços simultâneos e consistentes nos principais indicadores sociais.
Segundo o estudo, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70% em três décadas, enquanto o índice de Gini recuou quase 18%. A extrema pobreza caiu de 25% para menos de 5% da população no período.
Os pesquisadores Pedro Herculano Souza e Marcos Dantas Hecksher destacam que os melhores resultados foram registrados em 2024, quando renda, pobreza e desigualdade atingiram seus níveis mais favoráveis. O movimento se intensificou após 2021, quando o país deixou para trás o período mais crítico da pandemia e uma década marcada por crises econômicas.
Entre 2021 e 2024, a renda média real avançou mais de 25%, o maior crescimento em três anos consecutivos desde 1994. O ciclo foi acompanhado por queda expressiva na desigualdade.
O estudo aponta dois motores principais para a melhora social: a recuperação do mercado de trabalho, com mais vagas e salários maiores, e o fortalecimento de programas de transferência de renda. Cada um desses fatores respondeu por cerca de metade da redução da desigualdade e da extrema pobreza.
Programas como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) ampliaram sua capacidade de reduzir desigualdades após 2020. Embora o ritmo de expansão das transferências tenha diminuído entre 2023 e 2024, o mercado de trabalho manteve influência decisiva sobre os resultados mais recentes.
Com a combinação de crescimento econômico e queda da desigualdade, o país atingiu níveis mínimos de pobreza em 2024. Mesmo assim, 4,8% dos brasileiros ainda viviam abaixo da linha de extrema pobreza (US$ 3 por dia) e 26,8% estavam abaixo da linha de pobreza (US$ 8,30).
Para os autores, a trajetória recente sugere uma inflexão estrutural após anos de estagnação. Os dados mostram que o Brasil conseguiu melhorar simultaneamente renda, distribuição e incidência de pobreza, algo raro na série histórica.
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