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CEO da Honeywell Aerospace prevê forte crescimento após estreia da empresa como companhia independente
Publicado 03/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Para o CEO da Honeywell Aerospace, Jim Currier, chegou a hora de mostrar aos investidores do que a empresa é capaz como um negócio independente.
“Temos uma equipe de gestão criada especificamente para focar em uma única estratégia e uma única missão, em vez das diferentes missões de um conglomerado”, disse Currier à CNBC durante o dia do investidor da companhia.
Quando for oficialmente separada de sua controladora ainda neste mês, a Honeywell Aerospace pretende ampliar agressivamente suas vantagens em sistemas aviônicos, controles de motores e uma série de tecnologias presentes de ponta a ponta em aviões comerciais, jatos executivos e aeronaves militares.
A expectativa é acelerar o crescimento.
Como empresa independente, a Honeywell Aerospace espera gerar, em 2026, lucro ajustado antes de juros e impostos entre US$ 4,65 bilhões (R$ 23,7 bilhões) e US$ 4,75 bilhões (R$ 24,2 bilhões), além de fluxo de caixa livre entre US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) e US$ 1,5 bilhão (R$ 7,6 bilhões) no segundo semestre do ano.
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Até 2030, a companhia pretende alcançar lucro anual de pelo menos US$ 6,5 bilhões (R$ 33,1 bilhões) e fluxo de caixa livre anual de pelo menos US$ 4 bilhões (R$ 20,4 bilhões).
“Nosso maior crescimento está ocorrendo nos mercados de transporte comercial, defesa e espaço”, afirmou Currier na quarta-feira. “Temos oportunidades em áreas nas quais estamos muito bem posicionados com nossos produtos e tecnologias.”
Currier acrescentou que a Honeywell possui uma carteira “recorde” de encomendas da Airbus e da Boeing.
Como parte da Honeywell International ao longo das últimas décadas, a divisão aeroespacial tornou-se uma das maiores fabricantes e fornecedoras dos mercados de aviação comercial, aviação executiva e defesa.
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Dos sistemas de gerenciamento de voo na cabine aos controles de motores sob as asas e às unidades auxiliares de energia na cauda das aeronaves, suas tecnologias e componentes estão presentes em milhares de aviões.
No ano passado, o negócio gerou lucros superiores a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,4 bilhões), com margens de 24,5%.
Esses resultados, no entanto, não impressionaram os investidores porque ficaram ofuscados pelo desempenho geral da Honeywell, um conglomerado que tem enfrentado dificuldades para entregar retornos comparáveis aos do mercado e de concorrentes nos últimos anos.
Desde junho de 2023, as ações da Honeywell acumulam alta de cerca de 20%, em comparação com os ganhos de aproximadamente 77% do S&P 500.
Esse desempenho inferior foi uma das principais razões para a decisão da companhia, tomada em 2024, de dividir suas operações em três empresas independentes: Solstice Advanced Materials, Honeywell Technologies e Honeywell Aerospace.
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“Essencialmente, após a separação, cada negócio estará extremamente bem posicionado para o mercado que atende”, disse o CEO da Honeywell, Vimal Kapur, à CNBC no mês passado.
Para os investidores, a Honeywell Aerospace representa uma aposta direta no crescimento da aviação comercial e da indústria de defesa.
Essa estratégia focada em aviação e defesa trouxe resultados para a GE Aerospace, cujas ações avançaram cerca de 125% desde que a empresa se tornou independente, em abril de 2024. No mesmo período, o S&P 500 acumulou alta próxima de 45%, enquanto a Honeywell avançou quase 20%.
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Currier acredita que a Honeywell Aerospace possui equipe e tecnologias capazes de aproveitar a continuidade da demanda global por viagens aéreas.
A empresa projeta crescimento orgânico anual de receitas entre 6% e 8% até 2030, além de expansão anual dos lucros de 9%.
Embora demonstre otimismo em relação ao crescimento dos resultados após a separação, a companhia enfrentou questionamentos sobre dificuldades recentes com fornecedores estratégicos durante o primeiro trimestre.
A empresa afirmou que os problemas temporários estiveram ligados à guerra no Oriente Médio, afetando suas divisões de motores e sistemas de controle durante janeiro e fevereiro.
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Desde então, executivos da Honeywell Aerospace afirmam que os problemas com parte dos fornecedores foram corrigidos.
Mesmo assim, analistas devem pressionar Currier por mais detalhes sobre a situação atual da cadeia de suprimentos da empresa.
“Em resumo, esta é uma oportunidade para a administração convencer um público geralmente cético de especialistas do setor aeroespacial”, escreveu recentemente o analista da Wolfe Research, Nigel Coe.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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