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Confiança do consumidor cai em maio após dois meses de alta
Publicado 25/05/2026 • 09:23 | Atualizado há 2 meses
Publicado 25/05/2026 • 09:23 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Confiança do consumidor sobe no Brasil e país lidera ranking nas Américas
A confiança dos consumidores brasileiros voltou a recuar em maio. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pelo FGV IBRE, perdeu 0,3 ponto e encerrou o mês em 88,8 pontos, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de alta. Na média móvel trimestral, houve leve avanço de 0,9 ponto, para 88,7 pontos.
Segundo o FGV IBRE, o recuo reflete uma acomodação após as altas recentes. O principal vetor da queda foi a piora nas expectativas para os próximos meses, enquanto a avaliação sobre o momento presente seguiu relativamente estável.
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O índice é formado por dois subíndices que andaram em direções opostas em maio. O Índice de Expectativas (IE) caiu 1,0 ponto, para 91,3 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,8 ponto e chegou a 86,1 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014, quando havia registrado 86,5 pontos.
Dentro do IE, o indicador de situação econômica local futura recuou 2,6 pontos, para 102,9 pontos, o menor nível desde janeiro de 2026. O indicador de situação financeira futura das famílias também caiu, 0,9 ponto, para 89,4 pontos, após duas altas seguidas.
Na contramão, as compras previstas de bens duráveis subiram 0,5 ponto e atingiram 83,0 pontos, o melhor resultado desde janeiro deste ano.
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Siga o Times | CNBCNo ISA, os dois componentes melhoraram. O indicador de situação econômica local atual subiu 0,8 ponto, para 95,8 pontos, e o de situação financeira atual das famílias avançou 0,7 ponto, para 76,7 pontos, maior patamar desde fevereiro de 2020.
Entre as faixas de renda, o grupo com rendimento de até R$ 4.800 mensais foi o que apresentou maior piora nas expectativas, sinalizando que a parcela mais vulnerável da população é a mais sensível às incertezas do cenário econômico.
Para a economista Anna Carolina Gouveia, do FGV IBRE, o resultado indica que as condições atuais se mantêm, mas com cautela crescente em relação aos próximos meses.
O Índice de Confiança do Consumidor mede como as pessoas estão se sentindo em relação à própria situação financeira e à economia do país, tanto no momento presente quanto para os meses seguintes.
Na prática, ele funciona como um termômetro do humor da população. Quando está alto, indica que as famílias tendem a consumir mais, tomar crédito e fazer planos; quando cai, sinaliza que as pessoas estão retraindo gastos e adotando postura mais conservadora.
Para empresas e governo, o índice é um indicador antecedente relevante. Ou seja, ajuda a antecipar movimentos da economia antes que eles apareçam nos dados de vendas ou PIB.
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