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Construção civil encolhe no PIB e registra queda histórica de produtividade nas últimas três décadas
Publicado 31/05/2026 • 15:10 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 31/05/2026 • 15:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A construção civil perdeu espaço na economia brasileira ao longo da última década e enfrenta dificuldades para elevar sua eficiência produtiva, segundo estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento mostra que a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 6,4% em 2013 para 3,6% em 2024, enquanto a produtividade dos trabalhadores acumulou retração de 20,4% nos últimos 30 anos.
O diagnóstico faz parte do estudo “Construção no Brasil: Agenda para Modernização do Setor”, que aponta desafios estruturais para a atividade e defende mudanças para recuperar competitividade e capacidade de crescimento.
Segundo a publicação, cada trabalhador da construção gerou, em média, R$ 41,3 mil por ano em 2024. De acordo com a CNI, esse resultado corresponde a menos da metade da produtividade observada na indústria de transformação, evidenciando a necessidade de modernização dos processos produtivos utilizados pelo setor.
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A entidade atribui esse desempenho à combinação de fatores como informalidade elevada, baixa qualificação da mão de obra e adoção limitada de tecnologias digitais e práticas modernas de gestão.
Os dados mostram que a formalização ainda é um dos principais desafios da construção civil brasileira. Em 2021, apenas 25% dos empregos do setor possuíam vínculo formal, percentual significativamente inferior aos 66% registrados na indústria de transformação.
O estudo também destaca o nível de escolaridade dos trabalhadores. Apenas 7,8% da força de trabalho da construção possuía ensino superior, segundo os dados apresentados pela entidade. Para a CNI, esses fatores ajudam a explicar a dificuldade do setor em elevar sua produtividade ao longo dos anos.
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Além dos desafios internos, o levantamento mostra que o Brasil permanece distante das principais referências internacionais de eficiência.
Em 2021, a produtividade da construção brasileira correspondia a apenas 7% da observada nos Estados Unidos, país utilizado pela entidade como parâmetro de comparação. O resultado reforça, segundo a publicação, a necessidade de acelerar a modernização dos métodos construtivos empregados no país.
Entre as alternativas apontadas pela CNI para reverter esse cenário está a ampliação da chamada construção industrializada.
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Nesse modelo, parte relevante da produção ocorre em ambientes controlados, como fábricas e galpões industriais, onde componentes são fabricados previamente para posterior montagem nos canteiros de obras.
A entidade avalia que essa estratégia pode contribuir para reduzir custos, diminuir desperdícios, melhorar a qualidade das construções e encurtar prazos de entrega.
O estudo destaca que a discussão sobre produtividade ganha ainda mais relevância diante das necessidades estruturais do país.
Segundo a publicação, o Brasil possui um déficit habitacional de 5,97 milhões de moradias, além da necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura.
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Seguir no GooglePara a CNI, a adoção de sistemas industrializados pode ajudar a atender essa demanda de forma mais eficiente.
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O documento cita, entre os modelos construtivos disponíveis no país, soluções como estruturas em aço, light steel frame, concreto pré-fabricado, wood frame, drywall e madeira engenheirada. Embora essas tecnologias estejam disponíveis no mercado, sua utilização ainda ocorre de forma limitada.
Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) mencionada pela CNI aponta que 64,5% das empresas utilizam algum tipo de processo industrializado. Entretanto, em 58,4% dos casos, essas soluções estão presentes em no máximo metade das obras executadas.
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Na avaliação da entidade, a recuperação da competitividade da construção civil depende de uma combinação de medidas voltadas para digitalização dos processos, qualificação profissional, redução da informalidade e expansão dos métodos industrializados de construção.
Segundo a CNI, esses fatores serão fundamentais para elevar a produtividade e fortalecer o setor nos próximos anos.
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