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Exportações brasileiras para os EUA caem 11,3% em abril após impacto das tarifas
Publicado 11/05/2026 • 16:49 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 11/05/2026 • 16:49 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Foto: Governo Federal
Exportações brasileiras para os EUA caem 11,3% em abril após impacto das tarifas
As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 11,3% em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O recuo ocorre em meio aos efeitos das tarifas extras impostas pelo governo norte-americano em 2025 sobre produtos brasileiros.
Enquanto as vendas ao mercado americano perderam força, a China ampliou as compras do Brasil e reforçou sua posição como principal destino das exportações nacionais.
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De acordo com a Agência Brasil, em abril, o Brasil exportou US$ 3,121 bilhões para os Estados Unidos, abaixo dos US$ 3,517 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
As importações de produtos norte-americanos também diminuíram e passaram de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões.
Mesmo com a retração nas trocas comerciais, a balança entre os dois países terminou o mês com saldo positivo de US$ 20 milhões para o Brasil.
O desempenho negativo marca a nona queda seguida das exportações brasileiras para o mercado dos EUA desde a adoção da sobretaxa anunciada pelo presidente Donald Trump em meados de 2025.
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Parte das restrições foi retirada posteriormente, mas uma parcela relevante dos produtos brasileiros ainda segue submetida às tarifas.
Estimativas do governo brasileiro apontam que cerca de 22% das exportações continuam atingidas pelas taxas extras. Em alguns casos, os produtos enfrentam uma tarifa adicional de 40%, somada à cobrança-base de 10%.
Apesar do cenário ainda desfavorável, técnicos da Secretaria de Comércio Exterior avaliam que o fluxo comercial com os Estados Unidos começou a mostrar sinais de recuperação nos últimos meses.
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Siga o Times | CNBCSegundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, o resultado de abril indica melhora em relação aos meses anteriores, quando as vendas brasileiras ficaram abaixo da marca de US$ 3 bilhões.
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A avaliação do governo é que a redução das exportações perdeu intensidade, mesmo com a permanência das barreiras tarifárias.
Na direção oposta, as exportações brasileiras para a China avançaram 32,5% em abril. As vendas ao país asiático somaram US$ 11,610 bilhões, acima dos US$ 8,763 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.
As importações de produtos chineses também cresceram e alcançaram US$ 6,054 bilhões. Com isso, o Brasil acumulou superávit de US$ 5,56 bilhões na relação comercial com a China apenas em abril.
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No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações brasileiras para os chineses aumentaram 25,4%, chegando a US$ 35,61 bilhões. Já as importações tiveram leve queda de 0,4%.
O saldo comercial favorável ao Brasil no período atingiu US$ 11,65 bilhões.
O governo também comentou o comportamento das exportações de petróleo bruto, que apresentaram redução no volume embarcado em abril.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o movimento está mais ligado à instabilidade do mercado internacional do que ao imposto de exportação criado recentemente pelo governo federal.
A medida foi adotada durante a alta dos preços internacionais provocada pela guerra no Irã. Mesmo assim, o setor petrolífero brasileiro segue competitivo devido ao baixo custo de produção e à demanda externa aquecida.
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Em valor, as exportações de petróleo cresceram mais de 10% em relação a abril de 2025, impulsionadas pela alta de 23,7% nos preços médios internacionais. Por outro lado, o volume exportado caiu 10,6% no período.
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