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Ibovespa recua com cautela sobre guerra, apesar de apoio das commodities e IPCA-15 mais fraco
Publicado 26/03/2026 • 11:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/03/2026 • 11:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A falta de avanços concretos nas negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio pressiona os mercados globais e leva o Ibovespa a operar em queda nesta quinta-feira (26). O movimento acompanha o desempenho negativo das bolsas internacionais, embora seja parcialmente contido pela alta das commodities.
A retração do índice brasileiro é limitada pela valorização de 0,18% do minério de ferro em Dalian, na China, e pela alta de quase 4% do petróleo Brent, referência global, que sustenta papéis ligados a matérias-primas e reduz as perdas do indicador.
No cenário doméstico, investidores acompanham o Relatório de Política Monetária (RPM) e o IPCA-15, divulgados nesta manhã. O Banco Central projeta que a inflação permanecerá acima do centro da meta de 3% pelos próximos dois anos, reforçando a cautela no mercado.
O IPCA-15 desacelerou para 0,44% em março, após 0,84% em fevereiro, acumulando 3,90% em 12 meses. Apesar da perda de ritmo, o dado ficou acima da mediana das projeções (0,29%) e próximo do teto das estimativas (0,48%), indicando pressão inflacionária ainda relevante.
Leia também: BC vê risco de reação antecipada de juros em economias avançadas com guerra no Oriente Médio
Ainda assim, o índice em 12 meses é o menor desde maio de 2024 (3,70%), sinalizando algum alívio na trajetória dos preços, embora insuficiente para alterar a percepção de inflação elevada.
Para o Itaú Unibanco, o resultado reforça um viés de alta para a projeção do IPCA de 2026, atualmente em 3,8%, indicando que os riscos inflacionários permanecem no radar.
No exterior, os dados de atividade também influenciam o mercado. Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego subiram 5 mil, para 210 mil na semana encerrada em 21 de março, em linha com as previsões. Segundo Kevin Oliveira, da Blue3, o dado sugere que a economia americana ainda suporta juros elevados por mais tempo.
Após perder o patamar de 184 mil pontos, o Ibovespa voltou a esse nível, depois de tocar mínima de 183.326,84 pontos (-1,13%), tendo aberto na máxima de 185.423,77 pontos (-0,01%), em sessão marcada por volatilidade.
A melhora parcial acompanha a redução das perdas nas bolsas de Nova York, embora persistam as incertezas sobre a duração e intensidade da guerra no Oriente Médio.
Nesse ambiente, o petróleo Brent sobe cerca de 3,7%, impulsionando ações do setor e ajudando a conter a queda do índice brasileiro.
Segundo Oliveira, a combinação de tensões geopolíticas e inflação acima do esperado amplia a cautela. “Achávamos que o alívio recente com sinais de cessar-fogo seria mantido, mas não. E o IPCA-15 pressiona ainda mais”, afirma.
Ele acrescenta que os juros futuros avançam em toda a curva, refletindo uma mudança nas expectativas. “Antes do conflito, se esperava queda de juros no mundo. Agora, o cenário pode ser de taxas elevadas por mais tempo ou até novas altas”, diz.
Às 11h04, o Ibovespa recuava 0,52%, aos 184.453,14 pontos. As ações da Petrobras subiam entre 0,63% (PN) e 0,88% (ON), enquanto a Vale reduzia queda para 0,31%. Já os papéis de bancos caíam, com Itaú Unibanco (-1,23%) e Bradesco ON (-0,48%).
Na véspera, o índice havia fechado em alta de 1,60%, aos 185.424,28 pontos, impulsionado por expectativas de trégua no conflito. No entanto, a retomada das tensões, com ataques de Israel a Isfahan e a resposta do Irã contra Israel e países do Golfo, voltou a pressionar os mercados.
Apesar de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanços nas negociações, a rejeição inicial do Irã mantém o cenário indefinido e reforça a aversão ao risco.
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