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Economia Brasileira

Juros altos e tensões geopolíticas reforçam estratégia global de investimento

Publicado 05/05/2026 • 20:25 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A volatilidade geopolítica e juros elevados no cenário global tornam a diversificação internacional uma estratégia essencial para reduzir riscos e proteger investimentos.
  • Conflitos em regiões como Oriente Médio e Leste Europeu influenciam preços de commodities, inflação e decisões de política monetária em diferentes países.
  • No Brasil, mesmo com cortes graduais na Selic, a renda fixa segue atrativa, enquanto investidores buscam diversificação em ativos globais como tecnologia, IA e biotecnologia.

A volatilidade geopolítica e a manutenção de taxas de juros elevadas nas principais economias globais tornam a diversificação internacional uma estratégia essencial para mitigar riscos geográficos.

No cenário atual, marcado por tensões no Oriente Médio e no Leste Europeu, os mercados permanecem sensíveis a choques externos, o que impacta diretamente o preço das commodities e pode influenciar decisões de política monetária em diferentes países.

“Com a volatilidade internacional, o petróleo seguiu em patamar elevado e, a cada movimento, os agentes econômicos acabavam por precificar suas expectativas para inflação e decisões de juros”, analisou Lucas Carvalho, estrategista de investimentos do Santander.

No cenário doméstico, Carvalho destacou que, apesar do ciclo de flexibilização, os juros brasileiros permaneceriam em patamares restritivos, o que exigiria cautela na alocação. Ele afirmou que o Copom cortou a taxa básica Selic em 25 pontos-base, levando-a ao patamar de 10,50%, e acrescentou que, embora ainda houvesse um nível restritivo, existe espaço para novos cortes à frente.

No entanto, ressaltou que a inflação demandaria serenidade nas próximas conduções das reuniões do comitê. Essas declarações teriam sido feitas pelo especialista em entrevista Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

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Para investidores com perfil conservador, a recomendação foca na previsibilidade, aproveitando o atual nível de retorno da renda fixa. “Pode ser que tenhamos a taxa de juros em níveis elevados para além de 2027, por isso faz sentido manter pós-fixados e olhar com carinho para ativos atrelados à inflação”, sugeriu.

Para perfis moderados e arrojados, o estrategista afirmou que a estratégia envolve delegar decisões a gestores profissionais e buscar teses tecnológicas no exterior. Ele explicou que fundos multimercados poderiam compor bem a alocação por acessarem diferentes mercados, como juros, moedas e ações, e acrescentou que, fora do Brasil, o investidor teria acesso a teses que não estariam disponíveis no mercado local, como inteligência artificial, biotecnologia e dados, por meio de BDRs ou ETFs.

No contexto de alocação global, ele também destacou que um aporte de US$ 50.000 (R$ 246,5 mil) em fundos internacionais poderia ser uma forma de reduzir a dependência da economia brasileira.

Segundo ele, a diversificação geográfica para diminuir riscos ligados à economia doméstica seria fundamental, e observou que, embora o Brasil estivesse passando por um movimento de alta na bolsa, esse desempenho estaria sendo sustentado por um fluxo de capital estrangeiro em busca de mercados emergentes fora dos Estados Unidos.

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