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Juros altos freiam indústria apesar de avanço do faturamento e da produção em março, aponta CNI

Publicado 08/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 5 dias

KEY POINTS

  • Faturamento da indústria de transformação avançou 3,8% em março ante fevereiro, mas ainda acumula retração frente ao mesmo período do ano passado.
  • Emprego industrial voltou a cair pela quinta vez em sete meses, enquanto massa salarial e rendimento médio recuaram no mês.
  • CNI aponta que aumento dos juros desde o fim de 2024 reduziu demanda por bens industriais e elevou a ociosidade no setor.

EBC

A indústria de transformação registrou aumento de faturamento e expansão da atividade em março, mas segue pressionada pelos efeitos da política monetária restritiva e pela perda de força da demanda no mercado interno. Dados divulgados nesta sexta-feira (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que, apesar da recuperação na margem, o desempenho do setor ainda permanece abaixo do observado no ano passado.

O faturamento da indústria cresceu 3,8% em março na comparação com fevereiro e encerrou o primeiro trimestre com avanço acumulado de 9,8% frente a dezembro de 2025. Mesmo assim, o indicador ainda registra queda de 4,8% na comparação com os três primeiros meses do ano passado.

Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a desaceleração da demanda começou a ganhar força após o ciclo de alta dos juros iniciado no fim de 2024. “A demanda por bens industriais começou a perder força por conta da elevação da taxa de juros, que persistiu em 2025, contribuindo para a queda do faturamento na comparação interanual”, afirmou.

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Produção avança, mas indústria segue com capacidade ociosa

As horas trabalhadas na produção industrial avançaram pelo terceiro mês consecutivo em março, indicando manutenção da atividade no setor. O índice subiu 1,4% no mês, após altas de 0,8% em janeiro e 0,6% em fevereiro.

Apesar da sequência positiva, o indicador ainda mostra perda de ritmo na comparação anual. No acumulado do primeiro trimestre, as horas trabalhadas recuaram 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também apresentou crescimento em março, passando de 77,5% para 77,8%, alta de 0,3 ponto porcentual sobre fevereiro. Ainda assim, o nível segue abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

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De acordo com Marcelo Azevedo, os dados mostram que a indústria ainda opera abaixo do seu potencial produtivo. “Há maquinário e pessoal, mas o setor vem produzindo menos do que pode por conta de uma demanda mais fraca”, explicou.

Emprego industrial recua novamente

O mercado de trabalho da indústria voltou a mostrar enfraquecimento em março. Pela quinta vez em sete meses, o emprego industrial registrou queda, com recuo de 0,3% na abertura de vagas entre fevereiro e março.

Os indicadores de renda também perderam força no mês. A massa salarial caiu 2,4% em março, enquanto o rendimento médio real dos trabalhadores industriais teve retração de 1,8%.

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No acumulado do trimestre, porém, os números permanecem positivos em parte dos indicadores. Entre janeiro e março, os postos de trabalho recuaram 0,7%, enquanto a massa salarial avançou 0,8% e o rendimento médio real subiu 1,5% na comparação com o mesmo período de 2025.

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