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Tarifas dos EUA ampliam pressão sobre empresas e dificultam planejamento financeiro

Publicado 17/06/2026 • 11:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Novas tarifas dos EUA podem elevar em até 25% os custos de exportação de setores brasileiros, reduzindo competitividade no mercado externo.
  • Volatilidade cambial pressiona margens das empresas, afeta o planejamento financeiro e aumenta os custos de importadores e exportadores.
  • Especialista aponta que operações de proteção cambial e ganhos de eficiência são alternativas para mitigar riscos em um ambiente mais incerto.

As novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos aumentam a incerteza para empresas brasileiras com exposição ao comércio exterior e trazem impactos que vão além das exportações, afirmou o professor de Finanças da Fipecafi, Humberto Aillon. Segundo ele, a combinação entre tarifas mais altas e volatilidade cambial dificulta o planejamento financeiro das companhias e pode comprometer a competitividade de diversos setores.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (17), em lembrou que as discussões recorrentes sobre novas tarifas têm funcionado como uma “gangorra” para a economia brasileira. Ele observou que, apenas neste mês, alguns segmentos podem enfrentar aumentos entre 12,5% e 25% nas tarifas, pressionando diretamente a capacidade de competir no mercado internacional.

Praticamente todo mês a gente tem uma nova discussão sobre a tarifação. Diversos setores vão voltar a ser impactados por aumentos de tarifas de importação entre 12,5% e 25%, o que traz uma pressão muito grande para a competição dos nossos produtos”, destacou.

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Impacto no câmbio

O professor explicou que a redução do fluxo cambial para o Brasil tende a enfraquecer o real frente ao dólar, ampliando os desafios para empresas que dependem de importações e exportações.

Segundo ele, a valorização da moeda americana dificulta a previsibilidade dos negócios e exige maior atenção à gestão financeira. “Com a flutuação do câmbio e a pressão de fortalecimento do dólar, o planejamento financeiro fica mais difícil. Isso afeta tanto quem importa, por causa do aumento dos custos, quanto quem exporta, diante de um cenário mais adverso nas negociações internacionais”, pontuou.

Nesse contexto, Aillon defendeu o uso de instrumentos de proteção cambial para reduzir a exposição às oscilações do mercado. “As empresas precisam buscar operações de hedge cambial e mecanismos que tragam mais estabilidade para o câmbio, mesmo em um cenário tão adverso”, ressaltou.

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Custos e competitividade

Para o especialista, a volatilidade cambial acaba gerando custos adicionais que, em algum momento, precisam ser absorvidos pelas empresas ou repassados aos consumidores.

Ou a empresa absorve esse custo e busca outras eficiências para manter a lucratividade, ou repassa esse aumento para os preços, tanto no mercado interno quanto no externo”, observou.

Aillon alertou que as companhias com menor capacidade de investimento tendem a sofrer mais com esse ambiente de incerteza. Segundo ele, muitas empresas podem registrar crescimento mais fraco ou até estagnação nos resultados do segundo trimestre.

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Aquele empresário que não tem capacidade de investir para melhorar a eficiência da produção acaba enfrentando uma pressão muito grande. Muitas empresas podem apresentar queda ou estabilidade nas receitas porque não conseguiram repassar preços ou porque suas margens foram comprimidas pela pressão cambial”, concluiu.

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