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Energia solar no Brasil: veja os estados líderes em grandes usinas

Publicado 05/05/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Mesmo com uma desaceleração recente, os aportes seguem robustos e refletem o interesse crescente por fontes renováveis no país.
  • Minas Gerais lidera com folga a geração centralizada de energia solar no Brasil. Na sequência, aparecem Bahia e Piauí, que também concentram projetos de grande porte.
  • No segmento de geração distribuída, São Paulo lidera com 6,5 GW, seguido por Minas Gerais, com 5,8 GW, e Paraná, com 4,2 GW.
Energia solar no Brasil: veja os estados líderes em grandes usinas

Foto: Unsplash

Energia solar no Brasil: veja os estados líderes em grandes usinas

O avanço da energia solar no Brasil consolida uma mudança estrutural na matriz elétrica, ao mesmo tempo em que expõe os desafios de expansão do setor.

Mesmo com uma desaceleração recente, os aportes seguem robustos e refletem o interesse crescente por fontes renováveis no país, de acordo com informações da Agência Brasil.

Leia também: Crises geopolíticas aceleram transição energética e ampliam espaço da energia solar no Brasil, avalia professor da FGV

Energia solar no Brasil: veja os estados líderes em grandes usinas

Minas Gerais lidera com folga a geração centralizada de energia solar no Brasil. Na sequência, aparecem Bahia e Piauí, que também concentram projetos de grande porte e reforçam o protagonismo regional na produção de energia fotovoltaica em escala industrial.

Estados líderes em geração centralizada

  • Minas Gerais: 8,6 GW;
  • Bahia: 2,9 GW;
  • Piauí: 2,4 GW.

Investimentos e avanço da energia solar

Ao mesmo tempo, o setor atingiu um marco relevante: os investimentos acumulados em energia solar já ultrapassaram R$ 300 bilhões no país. Esse volume considera tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria, como painéis instalados em residências e empresas.

Como resultado, a fonte solar se consolidou como a segunda maior da matriz elétrica brasileira, respondendo por 25,3% da capacidade instalada.

Além disso, o impacto econômico vai além da geração de energia. Nos últimos dez anos, o segmento criou mais de 2 milhões de empregos e gerou R$ 95,9 bilhões em arrecadação pública.

Atualmente, o Brasil conta com 68,6 GW de capacidade instalada em operação, distribuída entre projetos de grande porte e geração distribuída.

Desaceleração recente e desafios do setor

No entanto, apesar desse crescimento expressivo, o setor enfrentou uma retração em 2025. A potência adicionada à matriz caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte. Esse movimento reflete um ambiente mais desafiador para novos projetos.

Entre os principais entraves, estão os cortes na geração de usinas que produzem energia excedente sem compensação financeira, além das dificuldades de conexão enfrentadas por pequenos sistemas.

Nesse contexto, limitações na capacidade das redes elétricas passaram a impactar diretamente o ritmo de expansão.

Geração distribuída ganha espaço

Ainda assim, a energia solar mantém presença em todo o território nacional. Atualmente, sistemas de geração distribuída já estão instalados em mais de 5 mil municípios, o que amplia o acesso à fonte e descentraliza a produção de energia.

No segmento de geração distribuída, São Paulo lidera com 6,5 GW, seguido por Minas Gerais, com 5,8 GW, e Paraná, com 4,2 GW. Diferentemente das grandes usinas, esse modelo cresce impulsionado por consumidores que buscam reduzir custos e ganhar autonomia energética.

Leia também: Diversificação energética: Itaipu testa energia solar para ampliar geração elétrica

Caminhos para retomar o crescimento

Com a desaceleração recente e os entraves regulatórios, representantes do setor defendem ajustes para destravar investimentos.

Entre as propostas, ganham destaque a regulamentação do armazenamento de energia e a inclusão desses projetos no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi).

Além disso, há pressão por medidas que possam ser implementadas de forma mais ágil, como decretos e portarias, sem depender do Congresso.

Outra frente considerada estratégica envolve o incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e hidrogênio verde. A avaliação é que essas soluções podem aumentar a eficiência do sistema e reduzir perdas, além de dar mais previsibilidade ao setor.

Assim, embora enfrente um momento de desaceleração, a energia solar segue como um dos pilares da transição energética no Brasil.

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